Mineiro de 13 anos, bicampeão de hipismo, está entre vítimas de acidente que matou família no RJ
Cinco pessoas morreram na batida de carro; família seguia de Juiz de Fora (MG) com destino a Paraty (RJ), para aproveitar feriado
Minas Gerais|Arnon Gonçalves, do R7
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Uma família mineira, de Juiz de Fora, que viajava para Paraty, no Rio de Janeiro, para aproveitar o feriado prolongado, morreu em um acidente grave na BR-393, em Barra do Piraí, interior do estado carioca. O caso aconteceu na manhã de sábado (10). Uma das vítimas é Bernardo Tertuliano Visona, de 13 anos, bicampeão brasileiro de hipismo.
Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), As vítimas estavam de carro e seguiam para Paraty, onde pretendiam passar alguns dias de descanso na praia de Mambucaba. Mas, na altura de Barra do Piraí, o veículo se envolveu em uma batida com uma carreta carregada com pisos de cerâmica. Os cinco que ocupavam o carro da família morreram ainda no local.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, os corpos das vítimas fatais foram retirados do veículo e encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML) de Volta Redonda. Com a batida, outros três veículos também foram atingidos e nove pessoas ficaram feridas. A rodovia precisou ser interditada para o trabalho das equipes de resgate.
Quem eram as vítimas
No carro da família estavam Anderson Nocelli Clemente, de 53 anos, a esposa Jussara Oliveira Tertuliano Clemente, de 55, a filha do casal, Sarah, de 18 anos, Marcela Tertuliano, de 48, irmã de Jussara, e o filho dela, Bernardo Tertuliano Visona, de apenas 13 anos.
Apaixonado por cavalos, Bernardo começou no hipismo aos 3 anos de idade e, desde então, já havia acumulado vários títulos e troféus. O adolescente costumava disputar na modalidade cinco tambores, em competições de marcha da raça Mangalarga Marchador.
A Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador (ABCCMM) manifestou profundo pesar pelo falecimento do atleta, que era um dos competidores mirins. O Colégio Nossa Senhora do Carmo, onde Bernardo cursava o 7º ano, também lamentou a morte do adolescente e familiares.
A família era bem conhecida em Juiz de Fora. Anderson já havia trabalhado na Federação das Indústrias de Minas Gerais e, junto com esposa, Jussara, eram proprietários de uma escola infantil no bairro Borboleta. Sarah era estudante do Colégio Santa Catarina, que lamentou a morte da jovem nas redes sociais. Marcela trabalhava em uma empresa de radiologia odontológica.
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