Velório de militares que morreram em queda de avião acontece neste domingo em BH
Despedida é realizada na Academia de Polícia Militar, no bairro Sion; sepultamento será às 16h no Cemitério Bosque da Esperança
Minas Gerais|Arnon Gonçalves, do R7 e Alice Brito, da RECORD Minas
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Familiares e amigos se despedem, neste domingo (11), dos três policiais militares que morreram após a queda de um avião da corporação. O velório acontece de 11h às 14, na Academia de Polícia Militar, no bairro Prado, em Belo Horizonte.
Estavam na aeronave o tenente-coronel Luiz Fernando Silvestre, a tenente Gabriela Emília Soares Lacerda Resende e a tenente Alice dos Santos Oliveira Almeida. O seputalmento está previsto para acontecer às 16h, no Cemitério Parque Bosque da Esperança, no bairro Jaqueline, também na capital mineira.
Relembre o caso
O avião da Polícia Militar caiu e deixou três oficiais mortos, por volta das 16h da última sexta-feira (9), nas imediações do Aeroporto Regional do Vale do Aço, no distrito industrial de Santana do Paraíso, em Ipatinga, no Vale do Aço, a 216 km de Belo Horizonte.
As informações são da PMMG e dão conta de que a aeronave havia acabado de decolar quando aconteceu o acidente. Com a queda, o avião, um King Air B300 da Polícia Militar, identificado como Pégasus 17, de prefixo PP-EJO, explodiu e formou uma enorme coluna de fumaça preta, que podia ser vista de longe. Ao todo, duas viaturas do Corpo de Bombeiros foram acionadas para atender à ocorrência. A queda aconteceu às margens do córrego Garrafinha, entre o muro do aeroporto e o loteamento Cidade Jardim.
A aeronave havia decolado do Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, por volta das 15h15. Segundo a PM, os militares realizavam um voo de recheque, procedimento para avaliar as habilidades dos pilotos.
O avião era um Beechcraft Super King Air 300, de prefixo PP-EJO e identificação operacional Pégasus 17. O modelo bimotor turboélice foi fabricado em 1986, tinha capacidade para nove passageiros, além do piloto, e documentação válida até abril de 2027.
As causas do acidente ainda serão investigas.
Quem são as vítimas
As vítimas foram identificadas como o tenente-coronel Luis Fernando Silvestre, de 49 anos, a tenente Alice dos Santos Almeida, de 34, e a tenente Gabriela Emília Soares Lacerda Resende, de 35.
Silvestre pilotava a aeronave no momento do acidente. Natural de Belo Horizonte, ele tinha mais de cinco mil horas de voo e era considerado o instrutor mais experiente da corporação, segundo o coronel Flávio Santiago, diretor de Comunicação Organizacional da PMMG. Ele deixou a esposa e três filhos.
Gabriela Emília também era natural de Belo Horizonte e foi a primeira mulher da PMMG a se tornar piloto de aeronaves de asa fixa do Comando de Aviação do Estado (ComAvE). A tenente tinha cerca de 300 horas de voo e havia retornado recentemente da licença-maternidade. Ela deixou o marido e dois filhos pequenos.
O retorno da militar às atividades foi celebrado pela PM nas redes sociais na quinta-feira (8), um dia antes do acidente. Na homenagem, a corporação deu as boas-vindas à militar e celebrou seu retorno às atividades após a licença-maternidade: “Depois de uma pausa para viver um dos momentos mais importantes de sua vida, a Tenente Emília retorna aos céus. Ser mãe. Ser piloto. Ser policial militar”, dizia a publicação.
A terceira vítima, a tenente Alice dos Santos Almeida, era natural do Sul de Minas e também acumulava cerca de 300 horas de voo. Ela tinha 34 anos.
A aeronave também era utilizada pelo Comando de Aviação do Estado (ComAvE) no transporte de órgãos para transplantes. Em oito anos, o serviço de aviação da PMMG transportou cerca de dois mil órgãos.
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