Minas Gerais Ministério da Agricultura pede recall em todas as marcas da Backer

Ministério da Agricultura pede recall em todas as marcas da Backer

Decisão abrange todas as cervejas e chopps produzidos pela cervejaria desde outubro do ano passado; Backer fica proibida de vender cerveja

Recall afetará todas as marcas da empresa

Recall afetará todas as marcas da empresa

Reprodução/Redes sociais

A cervejaria Backer deve recolher todas as cervejas e chopps de todas as suas marcas produzidos desde outubro do ano passado. A decisão é do Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) que intimou a realização de um recall geral. Na semana passada, a fábrica foi interditada de forma cautelar pelo Mapa. 

Com isso, a comercialização fica suspensa "até que seja descartada a possibilidade de contaminação de demais produtos", afirma nota da pasta. 

O Mapa ressaltou, no entanto, que até o momento não há resultado de exames de laboratório que atestam a presença das substâncias etilenoglicol ou dietilenoglicol em outras marcas da cerveja que não a Belorizontina. "Estes produtos estão sendo analisados e, caso existam resultados positivos, novas medidas serão adotadas", afirma o Mapa.

A reportagem entrou em contato com a cervejaria Backer e aguarda retorno sobre a decisão tomada pelo Ministério da Agricultura. 

Contaminação

Mais cedo a Polícia Civil informou que análises técnicas encontraram resquícios de duas substâncias tóxicas em um tanque de resfriamento da cervejaria. O etilenoglicol e o dietilenoglicol também foram encontrados em um terceiro lote da cerveja da marca Belorizontina. 

O dietilenoglicol foi encontrado no sangue de quatro pessoas que apresentaram sintomas de uma doença desconhecida que causa insuficiência renal grave. Dentre elas, está o homem de 55 anos que morreu por complicações no quadro de insuficiência renal e alterações neurológicas.

Os laudos já apontavam a presença de dietilenoglicol, que é tóxico à saúde humana, no lote L1 e L2 1348. Agora, o mesmo produto foi achado no lote L2 1354. 

O número de pessoas possivelmente contaminadas atualmente é de 11, mas segundo a Polícia Civil, ele pode chegar a 21 após a conclusão de análises das equipes de saúde. Nem todos eles teriam se intoxicado no bairro Buritis, na região Oeste de Belo Horizonte.