Ministério Público apura denúncias de estupro durante rebelião em Governador Valadares
Presas transferidas para Teófilo Otoni após motim foram ouvidas ontem (13)
Minas Gerais|Do R7

O promotor de Justiça Lucas Dias Pereira Nunes, acompanhado de um representante da Pastoral Carcerária, esteve, no último sábado (13), no presídio de Teófilo Otoni. O objetivo da visita foi ouvir as detentas que foram transferidas da penitenciária de Governador Valadares depois que uma rebelião terminou com dois mortos na unidade, no domingo passado (7). De acordo com a Seds (Secretaria de Estado de Defesa Social), o Ministério Público de Minas Gerais vai apurar se houve episódios de violência sexual durante o motim.
Ainda conforme a Seds, até a última sexta-feira (12), nenhuma denúncia deste tipo havia sido registrada. No dia em que a rebelião foi encerrada, as detentas foram ouvidas pelos defensores públicos Nicolas Katapodis e Péricles Batista. O órgão ressaltou ainda que deu prioridade para a transferência das mulheres para a outra unidade. Ainda de acordo com o comunicado, entre as cerca de 50 detentas que estavam no local eram mães, irmãs, namoradas, mulheres e até filhas dos rebelados.
A Seds informou que vai dar "todo o apoio necessário às apurações do Ministério Público".
Lembre
A rebelião no presídio de Governador Valadares teve início na manhã de sábado (6), nos blocos B e D, onde presos quebraram as grades das celas, colocaram fogo em colchões e fizeram alguns reféns. Já durante a tarde, detentos rebelados "atiraram do telhado da unidade cinco detentos que estavam em área de isolamento", sendo que eles foram socorridos e encaminhados a hospitais da cidade.
O motim foi controlado no dia seguinte pela manhã: dois presos morreram e outros dez ficaram feridos, sendo que dois foram levados para o hospital em estado grave. O secretário de Estado de Defesa Social, Bernardo Santana, e o subsecretário de Administração Prisional, Antônio de Padova Marchi Júnior, foram para Governador Valadares. Conforme o levantamento realizado no local, a estrutura do prédio não foi abalada e o local passará por uma completa reforma. A rebelião teve início justamente por causa da superlotação do presídio de Governador Valadares, cuja capacidade é para 290 detentos, mas abrigava 800 pessoas.















