Ministério Público de MG denuncia primo de Nikolas Ferreira por tráfico de drogas
Motorista de aplicativo Glaycon Raniere de Oliveira Fernandes foi preso em flagrante com 30 quilos de maconha e quase quatro gramas de cocaína
Minas Gerais|Ezequiel Fagundes, da RECORD MINAS

O promotor de Justiça Moisés Batista Abdala, da 9 ª Promotoria de Justiça de Uberlândia, cidade do Triângulo Mineiro a 537 km de Belo Horizonte, denunciou o motorista de aplicativo Glaycon Raniere de Oliveira Fernandes, de 28 anos, por tráfico de drogas. Glaycon é primo do deputado federal Nikolas Ferreira (PL).
Em 23 de maio deste ano, ele foi preso em flagrante pela Polícia Federal transportando 30,2 quilos de maconha e 3,82 gramas de cocaína. De acordo com a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais, “pela grande quantidade, pelas naturezas e pela forma de acondicionamento das drogas, os entorpecentes destinavam-se à mercancia”.

Ainda de acordo com o MPMG, após uma denúncia anônima, “uma equipe da Polícia Federal locomoveu-se para a rodovia BR-452, quando foi possível visualizar o veículo deixando a cidade de Uberlândia em alta velocidade pela mencionada rodovia, em sentido a Belo Horizonte. Ato contínuo, localizaram o Toyota Etios parado às margens da BR-452, em razão de um acidente de trânsito ocorrido na estrada”.
No dia 9 de julho deste ano, a juíza Ana Régia Santos Chagas, da 2ª Vara Criminal de Uberlândia, mandou notificar o acusado da denúncia e deu 10 dias de prazo para apresentação de defesa preliminar. Na mesma decisão, a magistrada acatou pedido do MPMG e determinou a incineração da droga apreendida.
Durante a audiência de custódia, o então advogado de Glaycon, Alessandro Virgolino Firmino Campos Lemos, afirmou em juízo que o seu cliente não tinha ciência de que estava levando drogas e que desejava delatar todas pessoas envolvidas no episódio. Após a declaração ser revelada, o defensor deixou o processo.
Em nota, a defesa de Glaycon informou que “ainda não foi formalmente intimada. Tão logo ocorra a devida intimação, será apresentada a defesa prévia, seguindo-se todos os trâmites previstos no devido processo legal. Ressaltamos que qualquer conclusão neste momento é meramente especulativa, não havendo elementos concretos que permitam juízo de valor antecipado. Permanecemos à disposição para quaisquer esclarecimentos futuros”.
Na época da prisão, o deputado federal Nikolas Ferreira, por meio de advogado, declarou: “Se ele errou, que pague. Senão, que a justiça seja feita. Não posso responder pelos atos dos meus parentes. Principalmente quando não tenho nenhum envolvimento. Que todos os envolvidos sejam responsabilizados, como deveria ser em qualquer outro crime”.
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