Minas Gerais Moradores do Edifício JK tentam anular reunião que reelegeu síndica

Moradores do Edifício JK tentam anular reunião que reelegeu síndica

Grupo alega que assembleia foi convocada às pressas, dificultando a participação dos moradores e candidaturas de outras chapas

  • Minas Gerais | Pablo Nascimento com Célio Ribeiro*, do R7

Edifício fica no Centro de BH

Edifício fica no Centro de BH

Divulgação / PBH

Um grupo de moradores do Condomínio JK, um dos edifícios mais famosos de Belo Horizonte, entrou na Justiça para tentar anular a assembleia que reelegeu Maria Lima das Graças como síndica do prédio, cargo que ocupa há quase 40 anos.

A tradutora Julieta Sueldo Boedo, uma das mais de 5 mil moradoras do conjunto, a reeleição da síndica foi marcada por irregularidades.

— A convocação aconteceu às pressas e o estatuto prevê que haja cinco dias de antecedência. Além disso, a assembleia não foi feita no condomínio, que conta com um salão grande para isto. Foi feita em um espaço alugado em um clube, o que dificultou a participação de todos os moradores.

Veja: Carta promete expor moradores do JK que denunciaram irregularidades

Maria Lima das Graças foi reeleita em chapa única. Julieta alega que ela e um grupo de moradores tinham interesse em concorrer, mas não conseguiram por falta de tempo hábil.

Na ação, os condôminos também questionam a taxa imposta no dia da eleição para candidaturas das chapas no valor de R$ 4 milhões. Eles alegam que a convenção libera a cobrança para os síndicos já eleitos e não candidatos.

A tradutora Julieta Boedo afirma que a insatisfação com o trabalho feita pela síndica é comum entre vários moradores do Condomínio JK e que envolvem vários pontos, como a falta de transparência e infraestrutura do local.

— Não temos nenhuma questão pessoal contra a síndica. Nossa reclamação é que a prestação de conta é muito precária. Está tudo largado. As obras levam anos para serem concluídas.

A defesa do Condomínio do Conjunto Kubitschek alegou à Justiça que apenas os quatro moradores citados no processo teriam contestado a assembleia, “o que demonstra ser uma questão de cunho pessoal”.

Os advogados ainda alegam que o pedido de anulação da eleição seria “uma tentativa de efervescer o ambiente” e afirmam que os quatro reclamantes já tiveram pedidos negados pela administração do prédio e, por isso, teriam se tornado "inimigos ferrenhos da síndica.

* Estagiário do R7 sob supervisão de Pablo Nascimento

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