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Morre aos 78 anos Maria Lima das Graças, ex-síndica do Edifício JK que comandou prédio por mais de 40 anos

Ela estava internada no Hospital Felício Rocho desde o início de março; gestão foi marcada por disputas judiciais e administrativas nos últimos anos

Minas Gerais|Do R7

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A síndica estava internada desde o início de março por conta de uma infecção.
A síndica estava internada desde o início de março por conta de uma infecção. PBH/ Redes Sociais/ Reprodução

A ex-síndica do histórico Edifício JK, em Belo Horizonte, Maria Lima das Graças, morreu aos 78 anos na madrugada desta sexta-feira (13). Ela estava internada desde o dia 4 de março no Hospital Felício Rocho, no bairro Barro Preto, na região Centro-Sul da capital, após uma infecção que a deixou debilitada.

Maria Lima das Graças esteve à frente da administração do edifício por mais de 40 anos, tornando-se uma das síndicas mais longevas da capital mineira. O sepultamento está marcado para as 13h deste sábado (14), no Cemitério Parque Bosque da Esperança, no bairro Jaqueline, na região Norte de Belo Horizonte.


Nos últimos anos, a gestão da síndica passou a ser alvo de questionamentos judiciais e administrativos relacionados à conservação do conjunto arquitetônico do Edifício JK, que é tombado como patrimônio cultural do município.

Uma ação penal em tramitação na Justiça mineira investiga possíveis crimes ambientais e contra o patrimônio cultural envolvendo a administração do condomínio. O processo aponta supostas condutas que teriam contribuído para a deterioração de partes do prédio tombado, além da omissão em medidas de conservação.


A investigação teve origem em um boletim de ocorrência registrado em janeiro de 2023 pelo Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais (IHGMG), que funciona em um dos blocos do edifício. A instituição denunciou infiltrações e danos estruturais que estariam colocando em risco parte do acervo histórico guardado no local, composto por documentos raros e registros importantes da história de Minas Gerais.

Apesar das denúncias, um pedido do Ministério Público para o afastamento da síndica chegou a ser analisado pela Justiça, mas foi negado. Posteriormente, foi marcada uma audiência de instrução e julgamento para discutir o caso.


Paralelamente às discussões judiciais, a administração do condomínio também se tornou motivo de disputas internas entre moradores. Em uma assembleia realizada em setembro do ano passado para definir a nova gestão do prédio, condôminos denunciaram irregularidades no processo de escolha do novo síndico.

Na ocasião, Manoel Gonçalves, que atuava como vice na gestão de Maria Lima das Graças, foi anunciado como novo síndico com mandato de dois anos. Parte dos moradores, no entanto, contestou a eleição, alegando falhas na convocação da assembleia e ausência de prestação de contas da gestão anterior.

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