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Morre segunda criança vítima de covid-19 em Minas Gerais

Criança de 4 anos morreu em Diamantina na última terça (30); antes, menina de 8 anos faleceu em Ribeirão das Neves após toda a família se contaminar

Minas Gerais|Stéphanie Lisboa, da RecordTV Minas, com Lucas Pavanelli, do R7

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Dentre as mais de 1.100 vítimas da covid-19 em Minas Gerais, duas são crianças com menos de nove anos. Nesta sexta-feira (3), o Governo de Minas confirmou o óbito de uma menina de quatro anos, a vítima mais jovem da doença no Estado. Ela vivia em Diamantina, a 300 km de Belo Horizonte, e faleceu na última terça-feira (30). 

Outra criança, de oito anos, também se tornou vítima da covid-19. Ágatha Camille ssis Ramos, de 8 anos morava em Ribeirão das Neves, na região metropolitana de Belo Horizonte. A menina tinha paralisia cerebral, ficou internada por 20 dias e a família desconfia que ela tenha sido contaminada após o pai ter tido contato com funcionários da empresa. Quinze pessoas se infectaram no trabalho dele. 

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Apesar de todos os cuidados para que a familia não se infectasse, a mãe de Ágatha, a dona de casa Ana Lúcia Gomes e o marido também tiveram a doença.

— Alguém precisava trabalhar. Ele estava trabalhando e, sempre que chegava em casa tomava banho, deixava o sapato do lado de fora, colocava a roupa em uma sacola. Mas é inevitável. porque a gente dormia junto no mesmo quarto. A gente vê falando de isolamento social dentro da própria casa quando a pessoa já está contaminada com o vírus, mas quando você começa a apresentar os sintomas, já contaminou quem está mais próximo de você.

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A mãe de Ágatha também recorda que não conseguiu cuidar da filha no momento mais dramático. 

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— Num primeiro momento, fizeram uma tomografia do pulmão e indicaram que parecia uma pneumonia mal tratada, já que ela tinha sido internada anteriormente. Mas ela foi piorando e no mesmo dia que foi internada começou a ter muita insuficiência respiratória. A gente acabou precisando transferir para o CTI no mesmo dia e ela precisou ser entubada. Foram dias de angústia, porque ela dependia de mim, eu sempre cuidei da minha filha e, nesse momento, eu não podia estar com ela no hospital. 

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Ágatha era a única filha do casal. O pai, Marcos, não consegue se acostumar com a ausência da garota.

— É muito dificil mesmo, tem alguns momentos que a gente tinha em casa,como o lanche da tarde quando eu chegava do trabalho e na hora de dormir, quando a gente colocava musica pra ela, que ela amava. Quando chega esses momentos é que o coração mais aperta.

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