Motociclista morre após passar dois meses internado depois de acidente na MG-10, em BH
José Geraldo Pires, de 63 anos, sofreu ferimentos graves após acidente com carro; motorista fugiu sem prestar socorro
Minas Gerais|Cler Santos, do R7
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José Geraldo Pires, de 63 anos, morreu nesta sexta-feira (25), após passar dois meses internado em decorrência de um acidente de trânsito na MG-10, em Belo Horizonte. Ele estava internado no Hospital Mater Dei, no bairro Santo Agostinho, na região Centro-Sul da capital.
O acidente aconteceu no dia 24 de julho, quando José Geraldo voltava do trabalho de motocicleta. Segundo a família, ele se envolveu em uma batida com um carro de passeio, cujo motorista teria deixado o local sem prestar socorro.
José Geraldo foi socorrido e levado inicialmente para o Hospital Risoleta Tolentino Neves. Posteriormente, ele foi transferido para o Hospital Mater Dei, onde permaneceu internado até a morte, exatamente dois meses depois do acidente.
Conforme a família, o motociclista sofreu ferimentos graves, incluindo fraturas em várias costelas e em duas vértebras, além de uma lesão grave na coluna cervical, na região do pescoço.
Fernanda, esposa de José Geraldo, afirma que, durante os dois meses em que o marido permaneceu hospitalizado, não teria sido chamada para prestar depoimento à Polícia Civil sobre o acidente.
O velório de José Geraldo está previsto para começar ao meio-dia desta sexta-feira (25), no Cemitério Bosque da Esperança, em Belo Horizonte. O sepultamento está marcado para as 16h.
Relembre o caso
José Geraldo Pires voltava do trabalho de motocicleta na noite de 24 de julho quando se envolveu no acidente na MG-10, na região do bairro Vila Clóris, em Belo Horizonte.
Segundo a esposa, testemunhas relataram que o outro veículo envolvido seria um carro vermelho. O motorista teria deixado o local sem prestar socorro. Imagens obtidas à época mostravam um clarão na região onde ocorreu o acidente, mas não registraram claramente o momento da batida.
O acidente ocorreu por volta das 23h. José Geraldo havia percorrido aproximadamente cinco quilômetros desde a empresa onde trabalhava e estava a menos de três quilômetros de casa.
Fernanda contou que costumava esperar pelo marido no portão e começou a estranhar quando ele não chegou no horário habitual. Após várias tentativas de contato, o celular dele foi atendido por uma pessoa que havia ajudado no socorro.
“Fico no portão sempre esperando ele chegar. Eu fui pegar o telefone e comecei a ligar. Ligar e não tive resposta de nada. Quando foi 23h40, o rapaz que socorreu ele me atendeu e falou que tinha socorrido ele”, relatou Fernanda na ocasião.
José Geraldo foi levado para o Hospital Risoleta Neves, onde permaneceu durante o fim de semana. Na madrugada de domingo para segunda-feira, ele foi transferido para o Hospital Mater Dei, na região Centro-Sul de Belo Horizonte.
À época, o quadro era considerado grave e José Geraldo chegou a ficar intubado. A esposa também relatou o sofrimento dos dois filhos do casal, de 7 e 8 anos, durante a internação do pai.
“Meus meninos estão sofrendo muito. É o tempo todo: ‘Mãe, eu quero ir embora. Mãe, deixa eu ver o papai’”, contou.
Desde os primeiros dias após o acidente, a família fazia um apelo para que o motorista envolvido fosse identificado.
“A gente quer justiça, né? Que a pessoa que fez isso mal com ele apareça”, afirmou a família na época.
Dois meses depois do acidente e sem ter deixado o hospital desde a batida, José Geraldo não resistiu aos ferimentos e morreu nesta sexta-feira.
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