Motorista de caminhão que esmagou carro ganha liberdade
Acidente deixou uma mulher morta, no bairro Santo Antônio, em Belo Horizonte; tráfego de caminhões é proibido na rua onde batida aconteceu
Minas Gerais|Pablo Nascimento, do R7

A Justiça Mineira concedeu, na manhã desta quarta-feira (21), liberdade provisória ao motorista de 57 anos que dirigia o caminhão que esmagou um carro e matou uma psicóloga de 59 anos, no bairro Santo Antônio, na região Centro-sul de Belo Horizonte.
O acidente aconteceu na rua Professor Anibal de Matos, que é uma via íngreme, nesta segunda-feira (19).
O motorista Ricardo Maciel Pereira relatou à PM (Polícia Militar) que recolhia uma caçamba de entulho que estava no local, quando o caminhão desceu a rua desgovernado.
Bombeiros se mobilizam para retirar vítima que estava em carro esmagado
No trajeto, feito em zigue-zague, outros dois veículos foram atingidos. O caminhão só parou quando passou por cima do carro da psicóloga Ivanilda José Basilio Felisberto e ficou preso em uma árvore.
Pereira ficou detido desde o dia do acidente. Na audiência desta quarta-feira, a Justiça iria decidir se era necessário ou não transformar a prisão dele em preventiva, mas a juíza considerou que o homem tem direito a responder o processo em liberdade.
Procurada pelo R7, a advogada Tamita Rodrigues, que representa o motorista, avaliou a decisão como correta, uma vez que, segundo ela, Pereira é réu primário e foi solícito a todas às demandas do processo.
— Agora vamos trabalhar para provar a inocência dele.
De acordo com a BHTrans (Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte), o trânsito de caminhões no local é proibido e Pereira não tinha autorização especial do órgão para trafegar na rua.
A advogada Tamita Rodrigues afirma que o cliente é inocente, uma vez que a proibição seria referente a caminhões de três eixos, enquanto o veículos acidentado possui dois.

No dia do acidente, o jornalismo da Record TV fotagrafou a placa de sinalização instalada no local. A imagem representa um caminhão de três eixos. Contudo, segundo o engenheiro especialista em trânsito Silvestre de Andrade, o desenho se refere a todos os tipos de caminhões.
— Nós temos caminhões de três, quatro ou nove eixos. Não tem como ter uma placa para cada um.
Procurada, a BHTrans ressaltou que a placa instalada na rua proibe a circulação de todos os tipos de caminhões, sengundo o Código de Trânsito Brasileiro. O órgão destacou, ainda, que o veículo acidentado pesava 16 mil quilos e a legislação considera caminhão o veículo que tiver mais de 3.500 kg.
Veja a íntegra da nota da BHTrans:
"A placa instalada na Rua Aníbal de Matos é indicativa de proibição de circulação de caminhões, de acordo com o Código de Trânsito Brasileiro e o Manual Brasileiro de Sinalização, independentemente do número de eixos do veículo.
Vale ressaltar que, de acordo com a Resolução 290 do CONTRAN, é considerado caminhão o veículo que tiver mais de 3.500 kg. O caminhão que trafegava na via do acidente tem peso de 16.000 kg, conforme especificações do fabricante.
Quando a placa deseja especificar as toneladas (o que impacta no número de eixos), fica descrito na placa. Portanto, a placa simples (R9) indica a proibição de circulação de caminhões. "















