Motorista do Uber tem carro arranhado e é ameaçado por taxistas em BH
Confusão aconteceu no último sábado (5) e é o segundo caso em menos de uma semana
Minas Gerais|Do R7 com Record Minas

Um novo confronto entre taxistas e motoristas que utilizam o aplicativo Uber (sistema que oferece caronas pagas) foi registrado nesse final de semana em Belo Horizonte. Desta vez, um cliente também chegou a ser ameaçado.
Segundo o motorista do Uber, que não quis se identificar, ele sofreu represálias de taxistas ao tentar atender um cliente na madrugada de sábado. Esse é o segundo caso de confronto por causa do aplicativo em menos de uma semana na capital mineira.
— De forma abrupta, dois táxis pararam, fechando o carro e outros taxistas que estavam na fila começaram a gritar: "Fora Uber".
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Já o cliente, o estudante Paulo César, viu toda a confusão e também sofreu intimidação por parte dos motoristas de táxi.
— Inicialmente, eles começaram a bater no carro mandando nós três sairmos do veículo. Em seguida, alguns arranhões ao carro aconteceram e nós ainda estávamos dentro do automóvel. Logo depois, eu saí e o motorista também. Aí ele chamou a polícia, mas o carro já estava bastante arranhado.
Ele contou ainda que, ao descer do carro, ele decidiu pegar um ônibus. Neste momento, ele foi novamente alvo de ameaças dos taxistas da região.
— Eu ouvi muitos xingamentos e fui, de certa forma, ameaçado enquanto eu estava esperando o ônibus.
Na semana passada, a polêmica entre taxistas e motoristas do Uber também gerou confusões na capital mineira. Houve pancadaria entre os condutores e a PM (Polícia Militar) teve que intervir. Na ocasião, os taxistas também fizeram uma passeata contra o aplicativo.
Em alguns países da Europa e também em Brasília, a utilização do Uber foi proibida após manifestações. Já em Belo Horizonte, um projeto de lei para impedir a utilização do aplicativo está em tramitação na Câmara do Deputados, mas não tem data prevista para ser votado. Segundo o presidente do Sindicato dos Taxistas, Ricardo Faeda, a categoria está se mobilizando pela proibição.
— Acho que o poder público não pode ficar ausente. Ele tem que se posicionar sobre isso, haja visto que o sistema de táxi em Belo Horizonte tem mais de 70 anos. Nós temos um público hoje de 90 mil corridas/dia para 7.000 veículos. Qualquer segmento que venha a fazer concorrência conosco vai sucatear o sistema. Então, quem vai perder com isso é o usuário.
O serviço não é proibido no Brasil, mas sua utilização ainda não tem regulamentação.















