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MP arquiva inquéritos contra procurador que atirou contra moto

Investigado alegou que estava sendo assaltado e órgão entendeu que houve excludente de ilicitude por legítima defesa

Minas Gerais|Ezequiel Fagundes, da Record TV Minas

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O MPMG (Ministério Público de Minas Gerais) arquivou duas investigações contra o procurador de Justiça, Arnaldo Gomes Ribeiro, flagrado atirando contra uma motocicleta em meio a uma discussão de trânsito em Belo Horizonte, em junho de 2020. O vídeo circulou em redes sociais.

Os dois procedimentos foram instaurados após o registro do caso. Um tinha como objetivo apurar a eventual prática de crime e outro para investigar violação dos deveres funcionais. Nos dois casos, o MPMG utilizou o reconhecimento de excludente de ilicitude por legítima defesa, conforme artigo 25 do Código Penal. Os documentos das apurações estão sob sigilo.

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Caso aconteceu em junho de 2020
Caso aconteceu em junho de 2020

Segundo a decisão pelo arquivamento, o investigado entendeu que estava sendo vítima de um assalto. "Foi apurado que o investigado não iniciou qualquer tipo de agressão, sendo que a abordagem agressiva em atitude típica de assalto foi praticada pelo motociclista, ao seguir golpeando o veículo, causando danos no automóvel, como apurado pela perícia".

Ainda segundo o MPMG, "diante do suposto ataque, o investigado fez uso moderado dos meios de defesa que dispunha, o que caracteriza os requisitos exigidos pelo artigo 25 do Código Penal".

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De acordo com o boletim de ocorrência, a confusão teria acontecido depois que Arnaldo Gomes Ribeiro, que dirigia um Chevrolet Spin, fechou o motociclista próximo à avenida Prudente de Morais, na região Centro-Sul da capital mineira. Procurado pela reportagem, o procurador de Justiça não quis se manifestar.

Versão

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Um vídeo que circulou nas redes sociais, feito por um motorista que estava logo atrás do carro de Ribeiro, mostra que os dois homens teriam parado para conversar e o procurador desceu do carro, armado, e atirou contra o pneu da motocicleta e bateu com a arma nas costas do piloto.

Segundo a versão do procurador de Justiça, que consta no boletim de ocorrência, ele estava indo para a sua casa, depois de ter levado a esposa para fazer um tratamento de saúde, quando o motociclista e um carona teriam dado ordem para que ele parasse o carro, "golpeando várias vezes o veículo e a janela onde se encontrava a esposa".

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Ainda conforme o relato do procurador, o carona teria descido da motocicleta e ele teria ficado receoso de que o piloto estivesse armado, já que teria tentado "pegar algo" em uma mochila que estava na altura do peito.

Nesse momento, Ribeiro alega que desceu do carro para proteger a ele e sua esposa, momento em que deu um tiro no pneu da motocicleta.

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