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MP denuncia namorado suspeito de matar estudante de medicina com 135 facadas em MG

Letícia de Morais Vasconcelos Rodrigues, de 40 anos, foi morta em Barbacena, em junho deste ano, no apartamento onde morava

Minas Gerais|Arnon Gonçalves, do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Ministério Público de Minas Gerais denunciou Gustavo Dutra Lima por feminicídio qualificado e furto mediante fraude, após a morte de Letícia de Morais Vasconcelos Rodrigues.
  • Letícia foi morta com 135 facadas em seu apartamento em Barbacena, e Gustavo foi preso em Bom Jardim, Minas Gerais, enquanto tentava fugir para o Rio de Janeiro.
  • O crime foi classificado como feminicídio devido ao uso de meio cruel e por ocorrer em uma relação íntima de afeto, com violência doméstica e menosprezo à condição de mulher.
  • Gustavo roubou pertences da vítima e usou seus cartões bancários; a investigação revelou um histórico de ciúmes excessivos e comportamento agressivo no relacionamento.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Segundo MP, Gustavo tinha ciúmes excessivos e era controlar na relação Reprodução/Redes Sociais

O Ministério Público de Minas Gerais ofereceu denúncia, nesta quinta-feira (13), contra Gustavo Dutra Lima, de 24 anos, suspeito de matar a estudante de medicina Letícia de Morais Vasconcelos Rodrigues, de 40 anos. Letícia foi morta com 135 golpes de faca, em 27 de junho deste ano, no apartamento onde morava.

Segundo o MPGM, Gustavo foi denunciado pelos crimes de feminicídio qualificado e furto mediante fraude. Na época, além do assassinato, Gustavo teria roubado pertences da vítima e fugiu em direção ao Rio de Janeiro, mas foi interceptado e preso na altura de Bom Jardim, ainda em Minas Gerais.


A Promotoria de Justiça considerou que o feminicídio foi praticado com emprego de meio cruel e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. O crime também foi enquadrado como praticado em razão da condição do sexo feminino, por envolver violência doméstica em uma relação íntima de afeto e menosprezo à condição de mulher.

Segundo a denúncia, os dois tinham um relacionamento marcado por ciúmes excessivos e condutas controladoras por parte do suspeito. A vítima era mãe e, assim como o denunciado, cursava medicina.


O MP, também, reforçou na denúncia o pedido pela manutenção da prisão preventiva do suspeito, em razão do risco de fuga e da gravidade do crime. O processo tramita em segredo de Justiça.

Relembre o caso

Na dia 27 de junho deste ano, os dois saíram juntos e retornaram ao apartamento da vítima durante a madrugada. Após uma discussão, o suspeito passou a agredi-la e a esfaqueá-la, desferindo 135 golpes com uma faca.


Após o crime, o homem tomou banho, deixou o apartamento com o carro da vítima e levou as chaves do imóvel, cartões bancários e um tablet. De acordo com o MP, ele chegou a realizar gastos com os cartões da estudante.

Em seguida, Gustavo fugiu em direção ao estado do Rio de Janeiro, mas foi preso no município de Bom Jardim, em Minas Gerais.


Como o corpo foi encontrado

Tudo começou quando uma amiga estranhou o fato de Letícia, conhecida por responder rapidamente às mensagens, ter deixado de atender ligações e responder ao WhatsApp. Diante do silêncio incomum, ela procurou o ex-marido da vítima para verificar o que havia acontecido.

Ao chegarem ao prédio, o ex-marido de Letícia entrou no apartamento pela sacada, com autorização da proprietária do imóvel vizinho. Pouco depois, retornou abalado e informou que a estudante aparentava estar morta. Em seguida, a porta do apartamento foi arrombada e a cena foi confirmada.

O que a perícia encontrou?

Uma equipe do Samu constatou a morte da estudante ainda no local. Segundo o boletim de ocorrência, Letícia apresentava diversas perfurações provocadas por faca.

A maioria dos ferimentos estava concentrada na cabeça, nuca, pescoço, costas, orelhas e mãos. A perícia da Polícia Civil realizou os levantamentos no apartamento.

Por que o namorado virou o principal suspeito?

Durante os primeiros levantamentos, amigos relataram que Letícia havia participado de um evento na noite anterior ao lado do namorado, Gustavo Dutra Lima.

Testemunhas afirmaram que o relacionamento era marcado por discussões e episódios de comportamento agressivo. Os policiais também localizaram um boletim de ocorrência registrado pela própria vítima em fevereiro deste ano, no qual ela denunciava ameaças e ciúmes excessivos do companheiro.

Além disso, as últimas mensagens enviadas por Letícia foram registradas por volta das 11h42. Conforme a investigação, Gustavo teria deixado o prédio naquela mesma manhã.

Outro detalhe chamou a atenção dos investigadores: o carro da vítima não estava na garagem do edifício. Durante as buscas, o veículo foi encontrado estacionado próximo ao prédio onde Gustavo morava. O automóvel foi apreendido para perícia.

Prisão

Enquanto familiares e amigos tentavam descobrir o paradeiro de Letícia, diversas ligações foram feitas para Gustavo. Segundo a Polícia Militar, ele chegou a atender algumas chamadas e afirmou que estava em Carandaí, alegando não saber onde a namorada estava.

As buscas, porém, não confirmaram essa versão. Com apoio de equipes de inteligência, a Polícia Militar localizou Gustavo no município de Bom Jardim de Minas.

Durante a abordagem, foram encontrados com ele cartões bancários pertencentes à vítima. Na data, o suspeito foi preso e encaminhado à Polícia Civil.

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