MP investiga Wellington Magalhães por lavagem de dinheiro em boate
Investigações apontam que vereador entrou em sociedade de uma casa noturna no bairro Caiçara, em BH com compra de 20% por R$ 1 milhão
Minas Gerais|Lucas Pavanelli, do R7, com Ezequiel Fagundes e Gisele Ramos, da Record TV Minas

O Ministério Público de Minas Gerais investiga o vereador de Belo Horizonte, Wellington Magalhães (DC) por suspeita de lavagem de dinheiro em uma casa noturna de Belo Horizonte. O parlamentar é um dos donos do local, que funciona no bairro Caiçara, na região Noroeste, reduto eleitoral de Magalhães.
O estabelecimento funciona há quase 3 anos e oferece aos clientes um ambiente que combina bar, gastronomia e música. Em 2017, o parlamentar comprou 20% das cotas da casa noturna e entrou na sociedade de forma oficial. Segundo as invetigações do MP, a transação teria sido de cerca de R$ 1 milhão de reais.
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Por determinação da Justiça, as ações do estabelecimento foram bloqueadas, juntamente com outros bens de Wellington Magalhães. No início de 2019, os sócios do parlamentar teriam pedido para que ele deixasse a sociedade, sob justificativa de que a imagem do estabelecimento estava sendo prejudicada com a permanência de Magalhães na sociedade.
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À época, o faturamento semestral da casa noturna teria sido de R$ 2 milhões e o parlamentar estava afastado de suas funções na Câmara Municipal de Belo Horizonte devido a investigações de desvio de dinheiro público por meio de fraudes em contratos no Legislativo.
Conforme consta em declarações feitas à Justiça, os sócios de Wellington na boate informaram que ele comprou 20% das ações por R$ 280 mil, valor bem abaixo do R$ 1 milhão apontado pela investigação do Ministério Público. Dos R$ 280 mil, apenas R$ 90 mil foram, efetivamente, pagos, conforme declaração de Wellington à Justiça. O restante seria quitado por meio da transferência de um apartamento, o que não teria acontecido.
Para o Ministério Público, a divergência de valores teria sido uma manobra do parlamentar para proteger seu patrimônio. De acordo com o inquérito, o político pode ser enquadrado por lavagem de dinheiro e obstrução de Justiça.
Cassação
Na última quarta-feira (14), a Câmara de Belo Horizonte aprovou, por unanimidade, a abertura de um novo processo de cassação contra Wellington Magalhães por quebra de decoro parlamentar. A partir de agora, uma comissão processante vai investigar as denúncias e um relatório deve ser apresentado em até 90 dias.















