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MPF denuncia seis pessoas por desvio de R$ 900 mil em remédios do SUS 

Servidora da Prefeitura de BH fraudava distribuição de remédios

Minas Gerais|Do R7

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Prefeitura descobriu a fraude e denunciou servidora à Polícia Federal
Prefeitura descobriu a fraude e denunciou servidora à Polícia Federal

Seis pessoas, entre elas uma ex-servidora da Prefeitura de Belo Horizonte e o dono de farmácias, foram denunciados por participação em um golpe de desvios de remédios que provocou um rombo de R$ 897 mil ao SUS. O MPF (Ministério Público Federal) divulgou as acusações nesta terça-feira (23).

A servidora N.O.S. aproveitava o acesso ao Sistema Integrado de Estoque, usado pela PBH para controlar os remédios a serem distribuídos gratuitamente nos centros de saúde, para retirar os produtos e repassá-los para donos de farmácias particulares.

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A Auditoria-Geral do Município desconfiou dos estoques em 2013 e detectou movimentações atípicas em cinco farmácias distritais: Barreiro, Norte, Venda Nova, Oeste e Leste. A partir daí, a prefeitura descobriu a atuação da quadrilha e fez a denúncia à Polícia Federal, que chegou a prender quatro suspeitos. Segundo a auditoria, N.O.S. transferia os remédios da Farmácia Distrital do Barreiro, onde trabalhava, para o Distrito Sanitário, que nem possui atendimento à população.

Ela fazia a requisição dos medicamentos e contava com a ajuda do marido, A.S.T., e dos acusados A.O.L., E.C.R. e C.S.S, para desviar a mercadoria. Em seguida, A.S.T. e C.S.S. revendiam os remédios do SUS a preços abaixo de mercado. Eles respondem por peculato, corrupção ativa e passiva. C.S.S. e E.C.R.ainda foram denunciados por expor à venda ou manter em depósito medicamentos sem registro na Anvisa.

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Um dos compradores, A.F.S., dono de várias farmácias em BH, vai responder por receptação, pois comprava os produtos sem nota fiscal.

Esquema

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Segundo o MPF, o golpe foi aplicado entre 2009 e 2013. O grupo sofisticou o fluxo criminoso: em 2008 eram 47 mil medicamentos antimicrobianos desviados. Em 2011, a quantia chegou a 450 mil. Remédios sob controle especial, que não foram fraudados em 2007, foram 2 milhões em 2011. 

Na farmácia de E.C. e nas casas de C.S. a Polícia Federal ainda encontrou caixas de produtos importados ilegalmente e outros que são proibidos pela Anvisa, como abortivos. 

As penas podem chegar a 28 anos de prisão. 

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