Minas Gerais Mulher mata filhote de cachorro enforcado na Grande BH

Mulher mata filhote de cachorro enforcado na Grande BH

A suspeita publicou um vídeo assumindo o assassinato do animal de 3 meses e teve que ser levada pela polícia para não ser linchada pelos vizinhos

  • Minas Gerais | Regiane Moreira, da RecordTV Minas, e Luíza Lanza*, do R7

Asfixiado pela dona, Duque tinha apenas 3 meses

Asfixiado pela dona, Duque tinha apenas 3 meses

Reprodução/RecordTV Minas

Uma mulher de Ribeirão das Neves, na região metropolitana de Belo Horizonte, matou o próprio cachorro e publicou um vídeo nas redes sociais assumindo o crime. 

O pequeno Duque tinha apenas 3 meses e, de acordo com a suspeita, era "antissocial".

— Ele não interage bem, não se adapta, não convive bem. Estou cheia de arranhados e mordidas do cachorro e ele era filhote. Ele não deixava a gente dormir. Não tem veneno aqui em casa, então eu enforquei o cachorro (sic). 

Em outra publicação, ela defendeu a própria atitude, afirmando que o animal sofreu apenas um minuto sem ar, e que isso era melhor do que ser abandonando na rua para sentir fome e sede. A mulher disse, ainda, que não era obrigada a "aturar ser incoveniente" e que se fosse um filho ele estaria em um colégio interno. 

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Indignados com a crueldade da vizinha, muitos moradores da região quiseram fazer justiça com as próprias mãos. Segundo eles, a mulher teria sido linchada se a polícia não chegasse a tempo. 

A Policia Civil informou que todas as providências legais foram tomadas. A suspeita foi ouvida e assinou um termo de comprometimento para comparecer em uma audiência no juizado criminal. 

Maus-tratos a animais é crime previsto na Constituição Brasileira, que prevê pena de três meses a um ano de prisão e multa.

Resgate

A ONG Amigo Sem Dono entrou em contato e conseguiu resgatar o outro filhote da casa da mulher. De acordo com a presidente da organização, Roberta Saporia, o cãozinho foi levado ao veterinário, onde foi devidamente vacinado e vermifugado. 

Ele permanece em um lar temporário na ONG, que conseguiu a guarda provisória do animal. A instituição vai, ainda, tentar uma punição mais severa para a suspeita do crime. 

— A gente quer que essa pessoa não tenha mais animais de estimação. Estamos entrando com um processo que impeça que ela venha a ter outros animais.

*Estagiária do R7 sob a supervisão de Pablo Nascimento

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