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Obra para aumentar captação de água na Grande BH deve ficar pronta no fim do ano

Intervenção no rio Manso vai ampliar em 4 m³/s a captação de água no rio Paraopeba

Minas Gerais|Do R7

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Situação é grave na represa de Serra Verde
Situação é grave na represa de Serra Verde

Uma das principais apostas do governo de Minas para amenizar a crise hídrica na Grande Belo Horizonte deve ficar pronta apenas no fim deste ano. A intervenção no rio Manso, investimento considerado de "médio prazo" pelo governador Fernando Pimentel, vai ampliar em 4 m³/s a captação de água no rio Paraopeba.

Nesta segunda-feira (26), durante encontro com 34 prefeitos da região metropolitana, o secretário de Estado de Transporte e Obras Públicas, Murilo Valadares, afirmou que a obra deve ser concluída em “outubro ou novembro”, com a implantação de uma adutora de quatro quilômetros de extensão.

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— A Copasa já contratou um estudo para auxiliar nessa solução da captação no rio Paraopeba.

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Copasa divulga dados sobre situação de reservatórios da Grande BH

Na última semana, a Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais) anunciou que há risco de desabastecimento na Grande BH. A região pode ficar sem água em maio se não chover o volume esperado e se a população não reduzir o consumo em pelo menos 30%.

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Além da obra no rio Manso, Valadares já tinha anunciado outras intervenções para os 34 municípios.

— A médio prazo, estamos olhando para o rio Taquaraçu, que é mais importante que o rio Jaboticatubas. Estamos olhando a possibilidade de fazer uma barragem no rio das Velhas e também tem outra captação no rio Paraopeba de mais um metro cúbico para Serra Azul.

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A longo prazo, o governo estadual planeja reforçar a captação de água no rio das Velhas com a construção de reservatórios e estudos para captação na bacia do rio Jaboticatubas.

Governo federal

Nesta semana, Pimentel irá se reunir com a presidente Dilma Rousseff, em Brasília, para apresentar os projetos do Estado visando contornar o problema da falta de água. A força-tarefa criada pelo Executivo Estadual, composta por secretarias de Estado, empresas e autarquias, está levantando os dados referentes aos recursos necessários para as obras emergenciais e de médio e longo prazo.

A presidente Dilma, o ministro da Integração Nacional, Gilberto Occhi, e a ministra de Meio Ambiente, Izabella Teixeira, já manifestaram apoio e a determinação para trabalhar em parceria com o Estado.

A Copasa também iniciou processo junto ao Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) para a adoção de medidas que possam levar a um consumo mais consciente, forçando a redução da demanda por parte da população. Uma campanha publicitária será veiculada, com o objetivo de conscientizar a população.

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