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Passageira tenta abrir porta de emergência durante voo para BH

Mulher conseguiu liberdade provisória, mas Ministério Público Federal recorreu da decisão

Minas Gerais|Do R7

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MPF alega que passageira não comprovou qualquer endereço fixo
MPF alega que passageira não comprovou qualquer endereço fixo

Uma mulher de Moçambique foi presa em flagrante no último dia 6 de abril, no Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, na região metropolitana de Belo Horizonte. Ruth Jonatana Macuacua tentou abrir uma das portas de emergência de uma aeronave da Tam em pleno voo, a cerca de 11 mil metros de altitude. Os passageiros vinham de São Paulo e, por sorte, ela foi contida por comissários de bordo.

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Agora, o MPF (Ministério Público Federal) decidiu recorrer da decisão que condedeu liberdade provisória à Ruth. Ela foi detida pelo delito de "expor a perigo embarcação ou aeronave, própria ou alheia, ou praticar qualquer ato tendente a impedir ou dificultar navegação marítima, fluvial ou aérea". Conforme o órgão, a investigada não possui endereço ou profissão no Brasil e seria ainda residente em Moçambique. No entanto, ela não tinha qualquer documento que comprovasse a residência no exterior.

Diante dos fatos, o MPF pede a conversão da prisão em flagrante em preventiva, alegando que "a ausência de ligações pessoas ou profissionais com o Brasil, este território continental com extensa e pouco controlada fronteira seca, faz com que se deva temer por sua eventual fuga do distrito culpa. Assim sendo, impõe-se a sua segregação cautelar para assegurar a aplicação da lei penal, dada a possibilidade de fuga”.


A passageira ainda argumentou que sua ação durante a viagem foi resultado de uma "confusão mental", mas, de acordo com o órgão, não há prova que permita "concluir que, por quaisquer razões, ela não tenha atuado dolosamente para colocar a sua vida e a de outras pessoas ali presentes em risco". O recurso será julgado pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região.

Procurada pela reportagem, a TAM informou que "está à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos".

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