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Polícia indicia vereador de Ipatinga envolvido em fraude investigada por repórter assassinado

Werley Glicério, policial e presidente da Câmara, teria facilitado adulteração de veículos

Minas Gerais|Enzo Menezes, do R7 MG

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Rodrigo Neto preparava reportagens sobre fraudes na Ciretran
Rodrigo Neto preparava reportagens sobre fraudes na Ciretran

O presidente da Câmara Municipal de Ipatinga, Werley Glicério Furbino de Araújo, foi indiciado por participação em fraudes na Ciretran, o departamento de trânsito da cidade. O vereador também é investigador da Polícia Civil. O caso era investigado pelo repórter Rodrigo Neto, que foi assassinado no dia 8 de março em uma emboscada.

O delegado aposentado Carlos Alberto Balmant e três empresários também foram indiciados por corrupção e adulteração de veículos.


O documento foi assinado pelo subcorregedor da Polícia Civil Gustavo Adélio Lara Ferreira no dia 30 de abril de 2013. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (15) pelo deputado estadual Durval Angelo, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia.

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A fraude no licenciamento de carros adulterados e corrupção entre empresários que fabricavam placas e policiais eram casos investigados por Rodrigo Neto para seu retorno a um jornal da cidade. O deputado quer que as investigações apontem se há relação entre o caso e a morte do repórter.

— O Rodrigo preparava essa série de matérias sobre fraudes no Detran para sua volta ao jornalismo impresso. Quero que seja feito o vínculo entre a morte e essa investigação. Independente disso, são denúncias graves, por isso pedi o afastamento do cargo de vereador e prisão. O presidente da Câmara não pode ter envolvimento em um caso desses.


Segundo Durval, o esquema foi denunciado por um empresário que não teria concordado em pagar 10% a cada placa vendida para motoristas que procuravam a unidade policial.

O delegado Vagner Pinto, que coordena as investigações sobre a morte de Rodrigo, se negou a comentar o indiciamento.

— Não vou confirmar nem desmentir. A investigação é sigilosa.

Procurado pela reportagem, o vereador afirmou, via assessoria de imprensa, que desconhece o indiciamento.

Até o momento, 11 pessoas foram detidas por suposta participação em 17 crimes cometidos no Vale do Aço. Entre eles, há oito policiais - apenas um médico legista foi solto. A cúpula da corporação também trocou quatro delegados na região.

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