Prefeitura de BH nega denúncias de vandalismo e furtos no Aeroporto Carlos Prates
De acordo com a denúncia, local foi invadido no dia 23 de maio; suspeitos teriam arrombado os portões e furtado ferramentas
Minas Gerais|Túlio lopes e Núbia Roberto, da Record TV Minas

A Prefeitura de Belo Horizonte negou as denúncias de que dois hangares instalados na área do antigo aeroporto Carlos Prates, na região Noroeste de Belo Horizonte, teriam sido invadidos na última terça-feira (23).
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A denúncia foi feita por representantes das concessionárias, que entraram em contato com o Jornalismo da Record. De acordo com a denúncia, os locais foram invadidos durante a noite do dia 23 de maio. Os suspeitos teriam arrombado os portões e furtado ferramentas. A Polícia Militar informou que não registrou boletins de ocorrência sobre o caso.
De acordo com a vice-presidente da Associação Voa Prates, que representa os concessionários, eles farão um boletim de ocorrência ainda nesta terça-feira (30), para denunciar o caso. A vice-presidente ainda apontou que já procurou a Prefeitura para falar sobre a insegurança no local, mas a Prefeitura teria negado as invasões. Os concessionários se preocupam porque que ainda há aviões nos hangares.
Em nota, a Prefeitura informou que “não procede a informação de uma eventual invasão do Aeroporto Carlos Prates e muito menos da ocorrência de arrombamento e furtos no local” e que “a alegação feita recentemente neste sentido por empresários que ocupavam hangares no aeroporto, antes de sua desativação, será alvo do registro de uma ocorrência por parte da Guarda Civil Municipal de Belo Horizonte, relatando à Polícia Judiciária que tal fato não ocorreu".
Além disso, a administração municipal disse que também que será solicitada uma apuração de virtual falsa comunicação de crime, caso o registro da suposta ocorrência tenha sido formalizado.
Desativação do Carlos Prates
A decisão sobre desativar os pousos e as decolagens no aeródromo do Aeroporto Carlos Prates foi confirmada pelo governo federal no dia 14 de março deste ano. Dentre os motivos, está a queda de um avião sobre duas casas da região, que matou um homem e feriu uma mulher.
A proibição do uso do local estava prevista na portaria nº 10.074/SIA, da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Após o encerramento das atividades, a área do aeroporto ficou sob cuidados da prefeitura, que impediu que ela fosse invadida ou depredada.
A prefeitura apresentou um projeto de construção de casas populares, escolas, UPAs (Unidade de Pronto Atendimento) e um parque municipal no local. O espaço seria utilizado, ainda, para programas de indústrias não poluentes e logística.
A Guarda Municipal assumiu a segurança do Aeroporto Carlos Prates em 1º de abril deste ano. Uma Unidade de Segurança Preventiva (USP) da corporação e outras 10 viaturas estão sendo utilizadas no monitoramento de todo o terreno, em tempo integral.















