Professores fazem paralisação em escolas estaduais de Minas Gerais
Categoria pede pagamento integral do 13º e do piso salarial; Secretaria de Educação ainda não sabe quantos alunos vão ficar sem aula
Minas Gerais|Pablo Nascimento, do R7

Professores da rede estadual de Minas Gerais fazem paralisação, em diferentes cidades do Estado, nesta quarta-feira (6).
De acordo com o Sind-Ute MG (Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais), os profissionais reivindicam o pagamento integral do 13º salário de 2019 e do piso salarial da categoria.
Durante esta manhã, trabalhadores da Educação vão participar de uma audiência pública da Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia da ALMG (Assembleia Legislativa de Minas Gerais) para discutir o plano de atendimento para 2020, a municipalização de algumas turmas e o possível de escolas.
Durante a tarde, o grupo vai fazer um ato na Cidade Administrativa, sede do Governo Estadual, na região Norte de Belo Horizonte.
A See (Secretaria de Estado de Educação) ainda não tem um balanço de quantos professores aderiram ao movimento. Conforme levantado pelo R7, a Escola Estadual Melo Viana, no bairro Carlos Prates, na região Noroeste da capital mineira, todos os educadores paralisaram as atividades. Cerca de 550 alunos, com idades entre 11 e 14 anos, ficaram sem aula. De acordo com a direção do colégio, a secretaria funciona normalmente.
Outra escola do bairro Jardim Montanhês, também na região Noroeste, está com paralisação parcial. Segundo informações da direção, cerca de 20 educadores aderiram ao movimento, afetando apenas o turno da manhã. Cerca de 400 alunos ficaram sem aula.
A previsão do Sind-Ute é de que as atividades sejam retomadas normalmente nesta quinta-feira (7). Procurada pela reportagem, a See informou que está monitorando a adesão ao movimento. Sobre o plano de atendimento para o próximo ano, a pasta informou que se trata de uma análise para atender às demandas de vaga nas escolas.
Sobre a municipalização de algumas turmas dos anos iniciais do ensino fundamental, o Governo destacou a medida é uma demanda das próprias prefeituras.
Já em relação ao pagamento do piso salarial e o 13º integral da categoria, a Secretaria de Educação informou que vai se manifestar após uma reunião que os professores vão fazer com a Seplag (Secretaria de Planejamento e Gestão), às 17h desta quarta-feira (6).
Veja a íntegra da nota de Secretaria de Educação:
"A Secretaria de Estado de Educação (SEE/MG) informa que esta quarta-feira (6/11) é dia letivo no calendário da Rede Estadual de Ensino de Minas Gerais e que acompanhará, ao longo do dia, a adesão das escolas estaduais à paralisação das atividades convocada pelo sindicato que representa a categoria da educação. O balanço com os números da paralisação será possível no fim da tarde.
Em relação ao Plano de Atendimento, a SEE/MG esclarece que é uma ação que acontece anualmente na rede estadual e tem como objetivo a organização das escolas para atendimento e garantia de vaga aos estudantes no ano subsequente. Trata-se de um trabalho da SEE/MG, considerando a demanda por vagas, os espaços físicos, etapas da educação e a localização geográfica de cada unidade escolar, buscando a qualidade da aprendizagem dos alunos. A Secretaria salienta, ainda, que serão garantidas vagas para atender a demanda de todos os estudantes.
Sobre a municipalização dos anos iniciais do ensino fundamental em algumas unidades de ensino, a SEE/MG afirma que a medida atende à demanda das prefeituras. Ou seja, a municipalização está atendendo a um pedido dos prefeitos.
Em relação ao pagamento do 13º salário e ao piso salarial dos professores, a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) dará as informações após a reunião com a categoria, que terá início às 17h."















