Professores fazem vigília na Assembleia para protestar contra 57 mil demissões na posse do governador
Alberto Pinto Coelho assume o posto durante crise por derrubada da Lei 100/07
Minas Gerais|Do R7, com Record Minas

Trabalhadores da educação ligados ao Sind-UTE fazem vigília na Assembleia Legislativa de Minas Gerais na noite desta quinta-feira (3). O grupo passou a tarde reunido no hall da ALMG durante a tarde e promete passar a noite no local à espera da posse do governador Alberto Pinto Coelho (PP), que assume a vaga de Antonio Anastasia (PSDB).
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O protesto durante a tarde chegou a reunir 1.000 trabalhadores da área educação descontentes com a política estadual para a área. Os manifestantes questionavam a Lei 100/07, que efetivou 98 mil servidores de maneira irregular e foi derrubada na última semana pelo STF (Supremo Tribunal Federal). Com a decisão judicial, o Estado de Minas será obrigado a dispensar 57 mil trabalhadores em um ano - o restante já se aposentou ou foi aprovado em concurso.
A professora Sandra Regina Raposa reclama da insegurança jurídica.
— Eu fui efetivada e perdi todos os meus direitos com a queda da Lei 100. Mesmo que a gente soubesse que era inconstitucional, o governo nos enganou, porque garantiu que não perderíamos os direitos.
Elaine Cristina Ribeiro afirma que os professores foram "iludidos".
Temos uma situação que o governo criou. Ele fez com que essas pessoas acreditassem que tinham estabilidade. Nós queremos responsabilizá-lo pelas demissões e por iludir uma categoria tão sofrida.
Cerca de 100 pessoas permanecem dentro do prédio. Houve um princípio de tumulto por volta das 21h, quando alguns professores tentaram sair e foram impedidos por seguranças.















