Quatro suspeitos podem estar envolvidos em morte de universitária mineira
Déborah Oliveira, de 18 anos, foi assassinada em obra há três meses no sul de Minas
Minas Gerais|Márcia Costanti, do R7

O depoimento de duas pessoas e resultados de exames de DNA podem ajudar a Polícia Civil a desvendar o mistério da morte da universitária Déborah Oliveira, de 18 anos. Há três meses, o corpo da jovem foi encontrado em uma construção na cidade de Itajubá, no sul do Estado. Déborah foi vista com vida pela última vez na noite anterior, quando deixou a Unifei (Universidade Federal de Itajubá), onde cursava Sistemas de Informação, dizendo estar com frio e gripada.
O delegado Pedro Bezerra, que tem acompanhado o caso, alega que não pode passar informações concretas já que as investigações correm em sigilo. No entanto, ele ressalta que pediu “urgência” para receber os laudos dos exames solicitados. Bezerra não descarta que, com os dados em mãos, o suspeito possa ser identificado.
— Eles [os exames] vão complementar as investigações, que estão a todo vapor, e podem nortear, sim, uma futura ação.
Indignados com a falta de respostas, os pais da estudante contrataram a advogada e perita criminal Roselle Soglio, famosa por atuar na defesa de Alexandre Nardoni e Ana Carolina Jatobá, condenados pela morte de Isabella Nardoni. Depois de visitar a cidade, Roselle esteve na cena do crime e examinou a fundo o local, além de avaliar os laudos já realizados pela polícia.
Um detalhe chamou a atenção da especialista e, segundo ela, indica que os criminosos agiram com “frieza e crueldade”. De acordo com as marcas no chão, Déborah foi arrastada descalça pela obra. Quando encontrada, no entanto, a jovem estava de tênis. Com o levantamento desses e outros dados, ela revela que quatro pessoas estão na mira das apurações, informação ainda não confirmada pela Polícia Civil.
— São pequenos detalhes que vão escapando e são importantes. Vamos fazer um exame nestes tênis agora para ver se ainda é possível levantar impressões dos suspeitos.
Para Roselle, o assassinato, considerado um dos mais cruéis que já viu em sua carreira, deve ser esclarecido a partir dos novos depoimentos e da revelação sobre como se deu o acesso da vítima à obra.
— Depois de ver a cena toda, fica mais forte a possibilidade da participação de pelo menos duas pessoas. Além disso, a qualificadora da crueldade está presente: tudo se configurou como uma emboscada para a Déborah.















