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Record TV Minas estreia série de reportagens sobre problemas no Anel Rodoviário de BH

Especialistas e motoristas avaliam a situação da via que foi criada para retirar o trânsito pesado do Centro da cidade e que já não comporta o fluxo de veículos

Minas Gerais|Regiane Moreira e Pollyana Sales, da Record TV Minas

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A Record TV Minas estreou, nesta segunda-feira (13), uma série de reportagens sobre os problemas e desafios encontrados no Anel Rodoviário de Belo Horizonte, palco do engavetamento que matou duas pessoas e deixou seis feridos na última sexta-feira (10).

Usuários apontam dificuldades no tráfego
Usuários apontam dificuldades no tráfego

A primeira reportagem de Expresso da Morte, exibida no MG Record, levantou o debate sobre a segurança no trecho, e apontou possíveis soluções para os problemas.


O motorista de aplicativo Arlem Rodrigues aponta que um dos gargalos é a falta de acostamento na via. Com o pneu estourado, ele precisou encontrar um espaço para estacionar o carro. O afunilamento de pistas é outro problema. Em um trecho, são três e, logo em seguida, perto do viaduto, se transformam em duas. Nos horários de maior movimento, os congestionamentos são inevitáveis.

O Anel tem 26,5 quilômetros, em um traçado antigo, da década de 1950, criado para desafogar o fluxo de veículos de carga no centro de BH. Segundo a Polícia Militar Rodoviária, o via já não comporta a demanda diária de cerca de 150 mil veículos por dia, sendo 23% deles de carga pesada.


O trânsito misto, com carros e muitos veículos pesados, descidas longas e curvas sucessivas, faz do Anel uma avenida perigosa. Silvestre Andrade, especialista em trânsito que estuda a situação do Anel Rodoviário há 30 anos, avalia acredita uma fiscalização mais intensa poderia evitar acidentes.

Assista ao primeiro episódio da série no topo desta reportagem.


Resposta

Procurado, o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) destacou que tem contrato de manutenção vigente para “assegurar as boas condições de trafegabilidade” nos 15,4 quilômetros do Anel que são de responsabilidade do órgão.


“No primeiro trimestre, foi realizada a revitalização do pavimento com serviços de fresagem e recomposição asfáltica, além da renovação da sinalização horizontal. Informamos, ainda, que estão em elaboração os estudos e projetos básicos e executivos de engenharia para adequação da capacidade e segurança, restauração, melhoramentos e eliminação de pontos críticos, incluindo contornos e tratamentos de travessias urbanas”, concluiu o departamento em nota.

A Via 040, concessionária responsável pelo trecho restante, disse que vai reconstruir o radar destruído no acidente da última semana, mas afirmou que não é possível estimar prazo nesse momento, já que primeiro precisa analisar os danos causados e o que será necessário para a implantação do novo dispositivo.

A reportagem procurou o Governo de Minas e aguarda retorno.

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