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Reunião entre Edinho e Marília termina sem decisão sobre candidatura em MG

Enviado por Lula, Edinho Silva tentou convencer Marília Campos a disputar o governo mineiro, mas reunião terminou sem definição

Estadão Conteúdo

Minas Gerais|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Edinho Silva reuniu-se com Marília Campos em Minas Gerais para convencê-la a disputar o governo estadual pelo PT, mas não houve acordo.
  • Marília Campos, ex-prefeita de Contagem, está bem posicionada para o Senado e resiste à ideia de concorrer ao governo estadual.
  • A reunião foi considerada longa e amigável, com a presença da presidente estadual do PT, Leninha, e uma decisão final será tomada na próxima semana.
  • Lula inicialmente desejava lançar Rodrigo Pacheco, que recusou, e considerou apoiar Gabriel Azevedo, mas enfrentou resistência dentro do PT mineiro.

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Reunião com Edinho Silva termina sem acordo sobre candidatura em Minas Paulo Pinto/Agência Brasil- 21.08.2025

A reunião do presidente nacional do PT, Edinho Silva, com a ex-prefeita de Contagem (MG) Marília Campos terminou sem acordo para que ela aceite disputar o governo de Minas Gerais pelo partido.

Edinho viajou ao Estado a pedido do presidente Lula com a missão de convencer Marília a desistir da candidatura ao Senado, na qual aparece bem posicionada nas pesquisas, e entrar na corrida pelo Palácio Tiradentes. Ela, no entanto, segue resistente à ideia.


Segundo aliados da ex-prefeita, a reunião foi “longa”, “amigável” e “respeitosa” e contou também com a participação da presidente estadual do PT, deputada estadual Leninha (MG). Embora não tenha se chegado a uma definição, ficou acertado entre os três que o martelo sobre a candidatura será batido na próxima semana.

Em nota, a presidente do PT em Minas Gerais confirmou que nenhuma decisão foi tomada na reunião. “Seguiremos em diálogo com nossa direção e lideranças estaduais e nacional. Novos diálogos ocorrerão nos próximos dias”, escreveu.


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Bancada do PT

Na última quarta-feira (24) a bancada do PT se reuniu com o presidente Lula em Brasília e decidiu pela candidatura própria ao governo de Minas Gerais.

O desejo inicial de Lula era lançar o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Durante meses, o petista trabalhou para convencer o aliado a entrar na disputa, mas Pacheco resistiu às investidas e acabou declinando da candidatura.


A negativa obrigou Lula a recalcular a rota no Estado, considerado um dos mais estratégicos para a eleição presidencial. Desde a República Velha, todos os candidatos que ganharam a disputa no Estado triunfaram também o pleito nacional.

Antes de dar aval à candidatura própria, Lula flertou com o apoio a outras candidaturas, como a do ex-vereador Gabriel Azevedo (MDB), pré-candidato da sigla ao Palácio Tiradentes. A ideia, no entanto, enfrentou resistência dentro do PT mineiro em razão do histórico do emedebista.


Azevedo iniciou a militância política no PSDB, quando os tucanos tinham Aécio Neves (PSDB) como principal liderança em Minas Gerais, e foi favorável ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Também houve uma tentativa de reaproximação com o ex-prefeito Alexandre Kalil (PDT), mas as conversas não avançaram.

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