Homem é condenado por tentar matar ex-companheira que pulou de janela para escapar de agressões na Grande BH
Empresária sofreu fraturas após saltar para fugir das ameaças do ex, durante ataque ocorrido em Contagem
Minas Gerais|Ricardo Vasconcelos, Núbia Roberto da RECORD Minas e Cler Santos, do R7
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O Tribunal do Júri condenou Pablo Henrique de Oliveira Rodrigues a oito anos, dois meses e dez dias de prisão pela tentativa de feminicídio contra a ex-companheira, a empresária Jhenipher Sabriny de Oliveira. O julgamento foi realizado nesta quinta-feira (25), e os jurados reconheceram a tentativa de feminicídio praticada pelo réu. Além da condenação por esse crime, o Conselho de Sentença também analisou a acusação de ameaça.
O caso aconteceu em fevereiro do ano passado, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Segundo as investigações, Pablo apresentava sinais de uso de drogas e comportamento agressivo quando exigiu que a empresária transferisse R$ 10 mil da conta da empresa onde os dois trabalhavam. Diante da recusa da vítima, que afirmou que o dinheiro seria utilizado para despesas do estabelecimento, o homem passou a ameaçá-la de morte com uma faca dentro do apartamento.
Temendo ser assassinada, Jhenipher aproveitou um momento de distração do agressor e pulou da janela do quarto, de uma altura aproximada de sete metros, para escapar. A queda provocou fraturas nos braços e nas pernas, além de diversos ferimentos pelo corpo.
Após o salto, conforme relatado pela vítima, o agressor desceu até onde ela estava, colocou a empresária em um carro e seguia em direção a uma unidade de saúde. Durante o trajeto, Jhenipher conseguiu chamar a atenção de uma viatura da Polícia Militar que passava pela região. Os policiais interceptaram o veículo, e o homem afirmou que levava a mulher para atendimento médico na UPA Ressaca.
A empresária permaneceu internada por 12 dias. Segundo ela, durante todo esse período o agressor permaneceu como acompanhante e impediu a aproximação de outras pessoas. Por medo, a vítima não revelou o que havia acontecido.
Depois de receber apoio de familiares, Jhenipher solicitou uma medida protetiva de urgência e denunciou o caso às autoridades. O Ministério Público ofereceu denúncia, a Polícia Civil concluiu as investigações e o caso foi levado a julgamento. Antes da sessão do júri, a empresária afirmou que esperava a responsabilização do ex-companheiro e disse que não queria ser “apenas mais um número nas estatísticas de tentativa de feminicídio”.
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