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Secretário de Educação de BH é alvo da PF em operação contra fraudes e desvio de recursos

Prefeito Álvaro Damião esclareceu que a investigação trata-se de projetos realizados por Bruno Barral na Bahia

Minas Gerais|Maria Luiza Reis, do R7

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Crimes investigados incluem corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitações e contratos, lavagem de dinheiro e obstrução da justiça Divulgação/PBH

O Secretário de Educação de Belo Horizonte, Bruno Barral, foi alvo de uma operação da Polícia Federal, realizada na manhã desta quinta-feira (03). Trata-se da terceira fase da Operação Overclean, que visa desarticular uma organização criminosa suspeita de fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro. A operação é uma parceira da PF com a Controladoria-Geral da União (CGU).

O novo prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União Brasil), foi questionado se o secretário será exonerado, durante sua cerimônia de posse, na Câmara Municipal de BH, nesta terça-feira (03). Damião disse que a investigação trata-se de projetos realizados por Barral na Bahia, mas pontuou que todos os secretários da Prefeitura de BH devem responder por suas ações. “A gente recebeu a notícia hoje de manhã, a Prefeitura ainda não foi notificada. É um processo envolvendo projetos na Bahia, em Salvador, não é na Secretaria de Educação de Belo Horizonte. Ninguém vai passar a mão na cabeça de nenhum secretário de Belo Horizonte, eu não vou passar. Qualquer secretário vai responder pelo ato dele, isso serve para todo secretário, independente da Secretaria”, disse Damião.

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Bruno Barral foi secretário de educação pela Prefeitura Municipal de Salvador de 2017 a 2020. Ele é Graduado em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal da Bahia. Possui Executive MBA pela Fundação Dom Cabral e extensão universitária pela Universidade Cantábria – Espanha.

Agentes cumpriram 16 mandados de busca e apreensão e uma ordem de afastamento cautelar do servidor público da Prefeitura de Belo Horizonte. As medidas foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e ocorreram nas cidades de Salvador (BA), São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG) e Aracaju (SE).

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Segundo as investigações, o grupo teria movimentado aproximadamente R$1,4 bilhão por meio de contratos fraudulentos e obras superfaturadas. Os crimes investigados incluem corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitações e contratos, lavagem de dinheiro e obstrução da justiça.

A Operação Overclean teve início a partir de indícios de irregularidades em contratações públicas e já revelou um esquema sofisticado de desvio de recursos. As investigações continuam para aprofundar o mapeamento da rede criminosa e responsabilizar os envolvidos.

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