Minas Gerais "Sentei a mão", teria dito estudante suspeito de agredir a ex em BH

"Sentei a mão", teria dito estudante suspeito de agredir a ex em BH

Troca de mensagens anexada no processo mostra suspeito pedindo R$ 5 mil a colega para fiança após agredir universitária

  • Minas Gerais | Helen Oliveira e Ezequiel Fagundes, da Record TV Minas

Caso é investigado pela Polícia Civil

Caso é investigado pela Polícia Civil

Reprodução / Record TV Minas

Em uma troca de conversas em um aplicativo de mensagens, o estudante de medicina  José Flávio Carneiro, suspeito de agredir a ex-namorada no apartamento em que mora em Belo Horizonte, teria confessado para um amigo que cometeu a agressão.

A Record TV Minas teve acesso às mensagens que foram anexadas ao processo pela defesa da vítima. “Sentei a mão nela” (sic), mostra o trecho da conversa. No aplicativo,  José Flávio Carneiro também teria pedido ao amigo R$ 5 mil para pagar a fiança após ser preso no dia 23 de setembro.

Em uma carta que a reportagem teve acesso e que também foi colocada nos autos do processo, o suspeito fala sobre o relacionamento abusivo entre ele e Gabriela Duarte e diz estar arrependido pela situação.

“Eu me condeno e me sinto péssimo por colocá-la em um relacionamento abusivo, no qual impus apenas os meus interesses e vontades, lhe causando inseguranças, diminuição da própria autoestima, medos e paranoias."

Suspeito teria confessado agressão em conversa

Suspeito teria confessado agressão em conversa

Reprodução / Record TV Minas

Outras denúncias

Após a repercussão do caso, uma outra ex-namorada de José Flávio Carneiro, moradora de São Paulo, procurou a polícia local para denunciar que foi vítima de “tortura psicológica, ataques de ciúmes, xingamentos, controle e proibições”. A vítima, que prefere não se identificar, relatou ter sido agredida e ameaçada de morte.

— Ele começou me agredindo verbalmente, jogava o carro em cima de carros e caminhões. Ele empurrava minha cabeça de volta batendo no vidro, jogando carro nos outros na estrada gritando que queria nos matar, eu achei que não sairia viva dali.

Outro lado

A defesa de José Flávio Carneiro dos Santos disse que o jovem lamenta profundamente os fatos ocorridos e espera que o caso seja esclarecido pela Justiça. Segundo os advogados, o ocorrido “não permite à vítima e a seus aproximados proferir ameaças e ou declarações de ódio em redes sociais”.

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