Minas Gerais Servidoras que vacinaram marido e amigos em MG são indiciadas

Servidoras que vacinaram marido e amigos em MG são indiciadas

Caso foi descoberto após morador gravar imunização feita em uma rua de São José da Lapa; no total, sete pessoas foram indiciadas

  • Minas Gerais | Pablo Nascimento e Célio Ribeiro*, do R7

Vídeo mostra "fura-fila" em São José da Lapa (MG)

Vídeo mostra "fura-fila" em São José da Lapa (MG)

Reprodução / Record TV Minas

A Polícia Civil indiciou, nesta quinta-feira (15), duas técnicas de enfermagem e uma agente de saúde de São José da Lapa, na região metropolitana de Belo Horizonte, suspeitas de aplicar vacinas contra a covid-19 no marido de uma delas e em amigos. No total, 7 pessoas foram indiciadas.

A investigação teve início após um vídeo registrado no dia 18 de junho por um morador da cidade. Nas imagens, é possível observar as funcionárias da prefeitura imunizando o grupo no meio de uma das ruas de São José da Lapa. No dia seguinte à gravação do vídeo, o órgão ouviu seis envolvidos no suposto esquema e “fura-fila”. No total, 14 pessoas prestaram depoimento durante o inquérito.

Logo após as denúncias, as duas técnicas de enfermagem, que eram contratadas, foram afastadas do cargo. Contra a agente de saúde, que é servidora concursada, foi aberto um processo administrativo para avaliar possível exoneração.

Em reunião interna com membros da secretaria, a agente confirmou que os envolvidos receberam uma dose da Astrazeneca. Na época, uma das trabalhadoras alegou que os homens vacinados teriam direito ao imunizante por ter comorbidades, mas não tinham comprovantes das doenças.

Sete pessoas foram indiciadas: duas técnicas de enfermagem, de 28 e 40 anos; uma agente de saúde, de 39; o marido de uma das técnicas, de 47 anos, e três amigos do casal, com idades entre 37 e 38 anos. Os últimos três indiciados são moradores de Vespasiano, cidade na Grande BH.

De acordo com a delegada Nicole Perim, as funcionárias da prefeitura irão responder por peculato, com pena que varia de 2 a 12 anos de prisão e multa. A investigadora acredita que aqueles que receberam as vacinas também vão responder pelo mesmo crime.

— É sabido que o particular pode responder por crime de peculato, desde que a pessoa não trabalhe em órgãos públicos, mas seja beneficiado por um servidor público e tenha consciência dessa condição, o que foi observado nesse caso.

A reportagem tenta contato com os indiciados.

*​Estagiário do R7 sob a supervisão de Pablo Nascimento.

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