Sogra de modelo que morreu em BH diz que jovem não era agredida
Alice Pinheiro, de 17 anos, passou mal na rua em que morava; mãe da jovem denunciou que a menor era agredida pelo namorado e pelo cunhado
Minas Gerais|Pablo Nascimento, do R7

A sogra da modelo de 17 anos que morreu em uma rua do Conjunto Paulo Sexto, na região Nordeste de Belo Horizonte, contestou a versão apresentada pela mãe da jovem e afirmou que a adolescente não foi agredida pelo namorado e pelo cunhado dias antes de morrer.
De acordo com a PM (Polícia Militar), Alice Gabrielle Brito Pinheiro passou mal em frente a uma casa onde vivia com o companheiro, de 22 anos. Vizinhos tentaram socorrê-la, mas quando o resgate chegou, a estudante já estava sem vida.
Em entrevista à Record TV Minas, Michelle Luana Brito Tamietti, mãe de Alice, disse que moradores da região contaram a ela que a filha era frequentemente agredida pelo namorado e a menor também teria apanhado do cunhado no último sábado (14).
A sogra da jovem, que não quis se identificar, contou à reportagem que o casal havia interrompido o namoro cinco dias antes do ocorrido. O casal teria trocado mensagens em que o jovem pedia para Alice “criar juízo” para que os dois pudessem criar a filha de um ano que têm. A mulher conta ainda que os filhos tiveram que mudar de casa após a morte da modelo, já que passaram a ser ameaçados.
— Eles já não estavam juntos há cinco dias. As testemunhas presenciaram que meus filhos não estavam lá.
A mulher afirma ainda que Alice teria deixado a casa da família por ser constantemente agredida pela própria mãe. Michelle, contudo, nega as acusações, mas não deixa claro o motivo da menor não viver com ela.
A auxiliar administrativo lembra que o casal tinha relacionamento conturbado e a menor tinha comportamento submisso em relação ao companheiro. Segundo ela, a adolescente morou em um abrigo, mas fugia do local para usar drogas com o namorado.
— Alice me agredida e eu segurava ela. Ele [o namorado de Alice] tem costume de agredir os pais e ela absolveu a personalidade dele.
Michelle não descarta a possibilidade de que a menina possa ter tido uma overdose de remédios ou drogas. Ainda assim, a mulher afirma que a filha sofria com o relacionamento.
O atestado de óbito não indica a causa da morte. O laudo do IML (Instituto Médico Legal) deve ser concluído em 30 dias. Um inquérito foi aberto para apurar o caso.















