Trabalhadores da Educação fecham a BR-381 em protesto na Grande BH
Professores aderem à paralisação nacional pelo cumprimento do piso salarial
Minas Gerais|Do R7
Cerca de 150 trabalhadores da Educação fecharam a BR-381 na manhã desta segunda-feira (17), em Betim, região metropolitana de Belo Horizonte. O protesto ocorreu no bairro Citrolândia e deixou a rodovia fechada nos dois sentidos por cerca de uma hora.
Segundo a PRF, o congestionamento chegou a 4km nos dois sentidos e o trânsito foi liberado por volta de 11h30. Segundo o Sind-Ute -MG (Sindicato Único dos Trabalhadores da Educação), a manifestação foi convocada em apoio ao movimento nacional para pedir melhorias no ensino público do País. O gesto se repete também em outras cidades mineiras.
As reivindicações da categoria são acerca do cumprimento da lei nacional do piso salarial, que não é cumprida em Minas Gerais - já que o estado paga o chamado subsídio (salário incorporado a benefícios) - carreira e jornada para todos os profissionais da educação, cumprimento da medida constitucional que determina investivmento de 25% dos recursos na educação, e destinação dos royalties de petróleo na valorização do setor.
Segundo a Secretaria Estadual de Educação, 98,57% dos professores trabalharam normalmente nesta segunda-feira (17). Balanço da secretaria aponta que apenas 0,41% das escolas da rede estadual "foram totalmente afetadas pela paralisação".
Segundo o Governo de Minas, o "salário inicial pago a um professor com licenciatura plena é de R$ 1.455,30, para uma jorada de 24 horas semanais. Esse valor é, proporcionalmente, 42,93% superior ao piso nacional estabelecido pelo Ministério da Educação (MEC) para uma jornada de 40 horas semanais". A entidade sindical, no entanto, critica esta política de remuneração, chamada pelo Estado de subsídio. Neste modelo, os benefícios já estão incorporados, e portanto o subsído não pode ser considerada como piso, como prevê o MEC. Para os professores, deve ser cumprido o pagamento do piso nacional, seguido pela inclusão das demais verbas.
Na quarta-feira (19), o movimento deve ganhar força para pressionar deputados durante audiência pública na Assembleia Legislativa, às 14h, em BH. Caravanas de trabalhadores do interior são esperadas para participação na audiência.















