Minas Gerais Um mês após Capitólio, governo vai lançar plano de segurança

Um mês após Capitólio, governo vai lançar plano de segurança

Iniciativa quer organizar regras de uso e ocupação da área dos cânions e águas onde ocorreu o acidente, que matou 10 em lancha

  • Minas Gerais | Antonio Paulo, da Record TV Minas

Cânions estão interditados desde a tragédia

Cânions estão interditados desde a tragédia

Reprodução / Redes sociais

Instituições públicas estaduais e municipais de Minas Gerais vão lançar, nesta terça-feira (8), data em que a tragédia de Capitólio completa um mês, um projeto que visa melhorar a segurança de turistas e trabalhadores que passam pela região dos cânions do lago de Furnas.

De acordo com o Governo de Minas, "a ação integra o programa Reviva Turismo e engloba temas como ordenamento, capacitação e regulamentação de uso e ocupação dos cânions e suas águas". A expectativa é que os estudos sobre a segurança das rochas sejam incluídos no projeto — a iniciativa já foi sugerida pelo governador Romeu Zema (Novo).

A proposta será detalhada durante coletiva à imprensa nesta manhã. Participarão do grupo a Secretaria de Estado de Cultura e Turismo, as prefeituras de Capitólio, São José da Barra e São João Batista do Glória, a  Polícia Militar, a Polícia Civil, o Corpo de Bombeiros, a Defesa Civil Estadual e a Marinha.

A área turística de Capitólio não será a única a passar por avaliação. Na última sexta-feira (4), a prefeitura de São João Batista do Glória, município vizinho, fechou a entrada para o cânion Cascatinha, também no lago de Furnas.

Segundo a administração local, a medida atende a um pedido da Defesa Civil, da Marinha e do Ministério Público e será válida enquanto durarem os "estudos geológicos na região, para que possa ter um turismo seguro em nosso município".

Acidente em Capitólio (MG)

A investigação sobre a tragédia que matou dez pessoas segue sem prazo para conclusão. Nesta segunda-feira (7), o delegado Marcos Pimenta contou à reportagem que vai pedir mais 30 dias para terminar o inquérito, que deveria ser apresentado até hoje. A decisão, conta o agente, foi tomada "diante da complexidade dos fatos e da necessidade de aguardar os laudos, bem como de esmiuçar a vasta documentação".

O acidente aconteceu na manhã do dia 8 de janeiro de 2022. Um bloco de rocha se desprendeu de um dos cânions e caiu sobre lanchas que transportavam turistas. Uma delas foi atingida pelo alto, afundou e foi destruída. Todas as pessoas que morreram estavam nessa embarcação. Outras dezenas tiveram ferimentos.

Veja quem são as dez vítimas da tragédia de Capitólio (MG):

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