Universitária é retirada de aula por amamentar a filha em faculdade
A jovem aguardava professora em laboratório quando funcionário pediu para ela sair do local; faculdade justificou ação alegando que local era inapropriado
Minas Gerais|Marina Avelar*, do R7, com Record TV Minas

Uma jovem de 24 anos foi convidada a sair da faculdade onde estuda, na última terça-feira (26) na região Centro-Sul de Belo Horizonte, porque estava amamentando a filha enquanto aguardava uma aula.
Segundo a vítima, que não quis se identificar, ela esperava pela chegada da professora em um dos laboratórios da
instituição quando um segurança a abordou. No momento, a menina de 10 meses estava sendo amamentada.
— Eu estava no laboratório. Antes da professora chegar, um segurança ficou passando no corredor e falou comigo que não poderia ficar ali dentro com minha filha.
A universitária também contou que após a conversa com o segurança, uma funcionária da faculdade pediu para que ela se levantasse o mais rápido possível. Constrangida com a situação, a mulher se levantou e foi embora da instituição.
— Tirei minha filha do peito, deixei com uma colega de classe para que eu pudesse juntas as coisas, levantei e saí.
A mulher que está no último período de nutrição informou que a criança só frequenta as aulas quando não tem com que ficar, e que a menina já havia ido a algumas aulas e nunca tinha sido um problema.
— Eles estão cientes dos dias que eu levo a minha filha para a instituição. Não é todos os dias que eu tenho aula, então, eu não tenho essa necessidade de levá-la todos os dias.
Os funcionários justificaram a conduta, alegando que o laboratório era inapropriado para a criança, a universitária não concorda com o posicionamento.
— O laboratório não estava sendo usado para o fim dele. Ele é um laboratório de bebida. Se ele tivesse sendo usado para esse fim, nós teríamos que estar com touca, calça comprida, com sapato fechado, jaleco e, no momento, os alunos estavam com as vestimentas normais.
O marido da vítima foi quem chamou a polícia e registrou o boletim de ocorrência. Segundo ele, a mulher está com vergonha de retornar para a faculdade. O casal pretende mover uma ação judicial contra a faculdade. A advogada Tâmita Tavares diz que os funcionários infringiram a lei da amamentação.
— Cabe uma ação de indenização por danos morais, tendo em vista o constrangimento causado perante a coletividade.
Em nota, a faculdade informou que respeita e promove a inclusão das alunas com filhos em fase de amamentação mas que, por questões de segurança, restringe o acesso de crianças aos laboratórios, mesmo que acompanhadas pelos pais.
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*Estagiária do R7, sob supervisão de Lucas Pavanelli















