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Veja o que se sabe sobre caso de homem preso por engano em BH

Erro foi descoberto por um defensor público em Maceió; vítima busca reparação na Justiça

Minas Gerais|Túlio Lopes, do R7 Minas

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Homem de 52 anos foi preso por engano em Belo Horizonte ao tentar obter a segunda via da identidade.
  • Mandado de prisão foi expedido erroneamente pela Justiça de Alagoas; José Carlos de Sousa não tem relação com o crime.
  • Passou dois meses em condições difíceis, sem informações para sua família, que o buscava em vários lugares.
  • Após ser libertado, José enfrenta dificuldades emocionais e faz acompanhamento psicológico para retomar a rotina.

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José Carlos de Sousa, de 52 anos, foi preso por engano em Belo Horizonte ao tentar obter a segunda via de sua carteira de identidade

Um homem de 52 anos foi preso por engano em Belo Horizonte ao tentar obter a segunda via de sua carteira de identidade. Um mandado de prisão equivocadamente expedido pela Justiça de Alagoas levou à detenção de José Carlos de Sousa. Durante os dois meses em que esteve preso, ele enfrentou condições difíceis na cela, enquanto sua família buscava informações sobre seu paradeiro.

Prisão da vítima

José passou três dias em um sítio onde o Natal foi comemorado com troca de presentes entre os filhos e netos. A vítima José foi presa às vésperas do réveillon na Unidade de Atendimento Imediato, que fica na Praça Sete, em BH. Ele foi ao local pegar a segunda via da carteira de identidade e foi informado pela atendente que havia um mandado de prisão contra o ele. O documento foi expedido pela Justiça de Alagoas, onde ele nunca esteve.


Defesa da vítima

O advogado explica que, durante a prisão, o cliente dele tentou, a todo custo, explicar que não tinha relação nenhuma com o homicídio ocorrido na cidade de Maceió, pelo qual ele estava sendo preso.

Ele e o homem que deveria ter sido preso têm o mesmo nome e data de nascimento, o mesmo nome do pai e uma pequena diferença no nome da mãe. O que, segundo o advogado da família, não justifica o erro. Ele chama a atenção para a diferença nas assinaturas e na aparência dos dois homens.


A família informou que vai acionar o Estado de Minas Gerais na Justiça.

Sofrimento da família

Enquanto tudo isso acontecia, a família do seu José, que não foi informada da prisão, procurava por ele em todos os lugares. José foi transferido para a penitenciária Dutra Ladeira, em Ribeirão das Neves, onde dividiu cela com cerca de 15 pessoas. Foram dias duros, dormindo no chão e bem ao lado do banheiro. “A gente ficou muito angustiada, porque realmente não tinha como ter ocorrido esse fato, porque meu pai nunca saiu do estado de Minas Gerais”, desabafou a filha da vítima.


Atrás das grades, ele não presenciou o nascimento do sexto netinho. As buscas pelo pai continuavam. Até que, em uma ida à delegacia, os filhos descobriram que seu José estava preso.

Descoberta do erro

Enquanto todos sofriam aqui em Minas, um defensor público da comarca de Maceió descobriu um erro grave: Seu José era mesmo inocente. Ao retornar pra casa ele conheceu o netinho. Seis meses já se passaram e ainda é difícil pra ele retomar a rotina. José está fazendo acompanhamento psicológico porque tem sido dificuldades para dormir.


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