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Veja o que se sabe sobre mulher que trabalhou 33 anos sem receber salário em BH

Maria Aparecida da Silva, de 57 anos, conta que sofria maus-tratos e que não podia ter contato com os seus familiares

Minas Gerais|Túlio Lopes, do R7 Minas

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Maria Aparecida da Silva trabalhou 33 anos sem receber salário em BH.
  • Ela enfrentou maus-tratos e não podia ter contato com a família durante o período.
  • A sobrinha ajudou Maria após um AVC, quando se reencontraram após anos de separação.
  • Advogados que a contrataram são processados, e uma vizinha confirma as denúncias de trabalho análogo à escravidão.

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Mulher denuncia ex-patrões após trabalhar 33 anos sem folgas e salários em Belo Horizonte
Mulher denuncia ex-patrões após trabalhar 33 anos sem folgas e salários em Belo Horizonte

Um casal de advogados de Belo Horizonte está sendo processado por uma ex-funcionária. A mulher, de 57 anos, diz que trabalhou na casa deles, em regime análogo à escravidão, durante 33 anos. De acordo com a denúncia, Maria Aparecida da Silva nunca recebeu salário, férias ou outros direitos trabalhistas.

Chegada à capital

Maria Aparecida chegou à capital mineira em 1994, acompanhada da sobrinha, para trabalhar com a família. Segundo os parentes, a promessa era de um trabalho com carteira assinada, mas não foi isso que aconteceu. Ela teria recebido apenas alimentação e moradia.


Maus-tratos

Na denúncia, Maria conta que ela sofria maus-tratos dos patrões, quando não sabia fazer algum tipo de serviço doméstico. Ela diz também que não tinha folgas ou intervalos de descanso e que não podia ter contato com os seus familiares.

Família de Maria Aparecida

A sobrinha dela, Marilene Silva, de 56 anos, conta que elas perderam contato durante todo o período em que a tia trabalhou. Elas se reencontraram quando a assistente social do Hospital das Clínicas procurou os parentes depois que a mulher sofreu um AVC (Acidente Vascular Cerebral). Atualmente, a sobrinha cuida da vítima, que depende de ajuda após os problemas de saúde.


Testemunhas

Uma vizinha dos advogados, que preferiu não se identificar, confirma a história contada por Maria Aparecida e diz que já suspeitava do trabalho análogo à escravidão. Ela afirma também que os patrões de Maria Aparecida costumam causar problemas no prédio, além de não pagarem o condomínio. Os antigos patrões de Maria foram procurados pela reportagem, mas não atenderam.

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