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Veja quem era Alice Ribeiro, repórter que morreu após acidente na BR-381, na Grande BH

Jornalista de 35 anos teve morte cerebral confirmada; família autorizou a doação de órgãos

Minas Gerais|Cler Santos, do R7.

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Jornalista ficou dois dias internada, mas não resistiu aos ferimentos Divulgação/ Redes Sociais

Alice Maria Ribeiro dos Santos Dadalt, de 35 anos, é a repórter da Band Minas que morreu após o grave acidente registrado na BR-381, em Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Alice estava internada desde a tarde da última quarta-feira (15). O cinegrafista Rodrigo Lapa, de 49 anos, que dirigia o veículo, morreu ainda no local.

Natural de Belo Horizonte, ela construiu uma trajetória marcada pelo talento, sensibilidade e forte conexão com o jornalismo desde cedo.


Alice ingressou na faculdade de jornalismo em 2010 e se formou pela PUC Minas em 2015. Ainda durante a graduação, iniciou a carreira como estagiária na TV Alterosa, entre junho de 2011 e novembro de 2012, e depois passou pela TV Globo, também como estagiária, entre dezembro de 2012 e dezembro de 2013. Na sequência, integrou o grupo de estágio da Record Minas entre novembro de 2014 e dezembro de 2015.

Já formada, atuou como repórter e produtora da Record em Governador Valadares, entre junho de 2018 e abril de 2019. Em seguida, seguiu para a Bahia, onde trabalhou como repórter da Rede Bahia, em Feira de Santana, entre abril de 2019 e dezembro de 2020. Em setembro de 2021, mudou-se para Brasília, onde ingressou no Grupo Bandeirantes e atuou como repórter e âncora até agosto de 2024. No mesmo mês, retornou a Minas Gerais para integrar a Band Minas, onde trabalhava como repórter.


Apaixonada pela profissão, Alice era reconhecida pelo brilho em frente às câmeras e pelo comprometimento com pautas sensíveis. Na emissora mineira, colegas a descrevem como o “coração das manhãs”, sempre capaz de contagiar a equipe com seu bom humor e autenticidade.

Na vida pessoal, vivia um momento especial ao planejar a festa de um ano do filho, Pedro - atualmente com nove meses - a quem chamava carinhosamente de “astronauta”, em referência ao capacete que ele precisou usar nos primeiros meses de vida. Alice também era uma defensora de pautas relacionadas ao autismo, causa que abraçava com propriedade por conta do irmão, de quem falava com orgulho.


Casada com um policial rodoviário federal, compartilhava momentos em família e, recentemente, havia retornado de uma viagem a Salvador, onde passou dias de descanso ao lado do marido e familiares.

Mesmo diante da perda, a jornalista deixou um último gesto de solidariedade. Com autorização da família, serão doados rins, fígado, pâncreas e córneas. O coração não poderá ser transplantado por inviabilidade clínica. A morte cerebral foi confirmada na noite dessa quinta-feira (16).


Contexto do acidente

O acidente aconteceu na tarde de quarta-feira (15), no km 441 da BR-381, em Sabará, próximo ao Posto Fumaça e à praça de pedágio, no sentido Belo Horizonte. O carro da emissora em que Alice estava bateu de frente com uma carreta.

O cinegrafista que dirigia o veículo morreu ainda no local. Alice foi socorrida em estado grave e levada ao Hospital João XXIII, na capital, mas não resistiu aos ferimentos.

Equipes do Corpo de Bombeiros e da concessionária responsável pela rodovia atuaram no resgate, com apoio do helicóptero Arcanjo. A pista chegou a ser interditada nos dois sentidos durante o atendimento da ocorrência.

As causas da batida ainda são investigadas.

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