Vídeos flagram assassino confesso de gari atirando e mostram ‘fascínio por armas’
Registros obtidos pela RECORD MINAS mostram Renê com distintivo da delegada e com armas em diversas situações
Minas Gerais|Pablo Nascimento, do R7

Os delegados da Polícia Civil responsáveis pela investigação do assassinato do gari Laudemir Fernandes, durante a coletiva de imprensa sobre a conclusão do inquérito, no dia 29 de agosto, descreveram o autor confesso do crime como um homem fascinado por armas.
“Ele tinha sim um fascínio. E, até mesmo, ele tinha um fascínio pelo cargo que a esposa ocupa. Tivemos acesso a imagens em que ele exibiu o distintivo da esposa”, destacou o delegado Evandro Radaelli.
A RECORD MINAS teve acesso a vídeos que comprovam o porquê da definição. Em um deles, Renê da Silva Nogueira Júnior, de 47 anos, aparece atirando com uma arma de cano longo. Segundo investigadores, a cena foi registrada em uma celebração de ano novo.
Imagens encontradas no celular de Renê mostram as armas em diferentes situações. Em uma foto, feita no dia 10 de março deste ano, as armas aparecem em cima de uma toalha. Em vídeos, o gestor ostenta o mesmo armamento no banco de um carro que, para os investigadores, seria o mesmo usado no crime. Em diversas outras imagens recuperadas pela perícia, uma mão masculina, que parece ser a do homem, segura pistolas.
O contato de Renê com armamentos foi um ponto chave na investigação. O gestor comercial foi indiciado por porte ilegal, além de ameaça e homicídio. Em depoimento, o homem afirmou que só pegou a pistola de uso pessoal da esposa no dia do crime. Ele alegou que queria se proteger no caminho desconhecido para o novo emprego, em Betim, na região metropolitana.
A investigação, no entanto, apontou outra realidade. Segundo os peritos, Renê tinha acesso tanto à arma de uso pessoal da delegada, quanto a de uso profissional, da Polícia Civil.
Com base nas trocas de mensagens e conteúdos encontrados no celular de Renê, os investigadores entenderam que Ana Paula sabia que o companheiro tinha acesso às armas dela. A situação levou a polícia a também indiciá-la por responsabilidade em relação ao porte ilegal. Em depoimento prestado à corregedoria, a delegada afirmou que nunca presenciou Renê manejando as armas, assim como não o emprestou as pistolas ou munições.
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