Fake news sobre vacinas com urânio se espalham nas redes sociais; médica desmente
Fiocruz e médica reforçam que não há urânio em vacinas e classificam vídeos como desinformação
MonitoR7|Luiza Marinho*, do R7, em Brasília
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Vídeos que circulam nas redes sociais voltaram a levantar suspeitas sobre a segurança das vacinas, ao afirmar que imunizantes conteriam urânio e estariam contaminando pessoas no estado do Rio de Janeiro.
A Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) se manifestou sobre o tema após a circulação de conteúdos que distorcem informações científicas.
Veja postagem que levanta suspeita sobre vacinas:
Em nota publicada no dia nesta última quinta-feira (5), a Fiocruz esclareceu que o acetato de uranila, mais conhecido como urânio, é utilizado exclusivamente em procedimentos laboratoriais específicos, como parte de pesquisas científicas, seguindo parâmetros éticos, legais e de segurança.
O composto não é utilizado em vacinas nem entra em contato com a população. “A utilização ocorre em laboratórios de todo o mundo, de forma adequada à proteção da saúde humana e ambiental”, destacou em nota.
O urânio é um elemento químico natural, conhecido principalmente por seu uso como combustível em usinas nucleares e em aplicações específicas na indústria e na ciência.
Dependendo da forma e do nível de exposição, pode representar riscos à saúde, o que contribui para o pânico quando seu nome é associado a vacinas.
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Vacinas
Segundo o estudo Desinformação Antivacina na América Latina e no Caribe, o Brasil é o país que mais dissemina notícias falsas sobre vacinas na América Latina.
Cerca de 580 mil conteúdos sobre conspirações e fake news sobre os imunizantes são diariamente consumidos pelos brasileiros.
Segundo a infectologista Marcela Bandeira, do Hospital Moriah, a associação é completamente falsa.
“Não há nenhuma evidência científica de que vacinas contenham urânio ou substâncias radioativas. Elas só são aprovadas após uma avaliação rigorosa e prolongada por órgãos reguladores como a Anvisa, a FDA (Food and Drug Administration) e a OMS (Organização Mundial da Saúde). Os ingredientes são conhecidos, monitorados e utilizados em quantidades seguras”, explica.
Para a infectologista, a disseminação desse tipo de fake news não é aleatória.
“Essas informações surgem da interpretação incorreta de estudos científicos, da divulgação sem checagem e da falta de conhecimento técnico. Além disso, o movimento antivacinas espalha conteúdos falsos para gerar desconfiança. Nas redes sociais, mensagens alarmistas se propagam rapidamente porque despertam medo, especialmente quando envolvem saúde”, afirma Marcela Bandeira.
* Sob supervisão de Leonardo Meireles
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