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Aves brasileiras: 7 espécies mais bonitas do país

Algumas espécies se destacam pelas cores vibrantes, plumagens exuberantes e características marcantes

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Aves brasileiras: 7 espécies mais bonitas do país Portal EdiCase

O Brasil abriga uma das faunas mais diversas do planeta, e as aves ajudam a tornar essa riqueza ainda mais impressionante. Espalhadas por florestas, manguezais, campos, cerrados, áreas alagadas e até grandes cidades, elas apresentam diferentes tamanhos, comportamentos, hábitos alimentares e formas de adaptação ao ambiente.

Entre tantas espécies encontradas no território brasileiro, algumas se destacam especialmente pela aparência. Penas de cores intensas, combinações pouco comuns, caudas longas e detalhes marcantes fazem dessas aves um verdadeiro espetáculo da natureza.


Abaixo, conheça algumas das aves brasileiras mais bonitas!

1. Saíra-sete-cores


O saíra-sete-cores encanta pela plumagem multicolorida e costuma circular em pequenos grupos pela vegetação em busca de frutos Imagem: KAROLINEZAMLUTI | Shutterstock

O saíra-sete-cores (Tangara seledon) é uma pequena ave que chama atenção pela impressionante combinação de tonalidades da plumagem. O corpo reúne verde, azul, amarelo, preto e outras nuances, formando uma aparência que parece ter sido cuidadosamente pintada. A espécie está fortemente associada à Mata Atlântica e pode ocupar diferentes estratos da floresta, além de matas litorâneas e áreas modificadas pela ação humana.

Costuma ser observada aos pares ou em pequenos grupos e pode acompanhar bandos mistos de aves em busca de alimento. Muito ativa, movimenta-se pelos galhos, procurando principalmente frutos e outros alimentos na vegetação.


2. Arara-azul-grande

A arara-azul-grande se destaca pelo intenso tom azul das penas e pelo porte, podendo chegar a cerca de um metro de comprimento Imagem: Martin Prochazkacz | Shutterstock

Com uma plumagem azul intensa e regiões amarelas ao redor dos olhos e na base do bico, a arara-azul-grande (Anodorhynchus hyacinthinus) é uma das aves mais emblemáticas encontradas no Brasil. Considerada a maior das araras, pode alcançar aproximadamente um metro de comprimento, o que torna sua presença ainda mais impressionante.


No território brasileiro, está associada principalmente ao Pantanal e ao Cerrado, embora também ocorra na Amazônia. Assim como outras araras, apresenta um bico grande e resistente. A espécie também chama atenção pelo comportamento social e pode ser observada em pares ou grupos.

3. Guará

O guará chama atenção pela plumagem vermelha e vive principalmente em manguezais, praias lodosas e outras áreas costeiras Imagem: Zoológico Zoran | Shutterstock

Poucas aves brasileiras apresentam uma coloração tão marcante quanto o guará (Eudocimus ruber). Na fase adulta, a espécie possui plumagem predominantemente vermelha, pescoço comprido e bico longo e curvado. Essa tonalidade está relacionada à alimentação, que inclui animais ricos em pigmentos, como crustáceos. Os indivíduos jovens, por sua vez, apresentam penas mais escuras e adquirem gradualmente a característica coloração avermelhada.

O guará vive principalmente em manguezais, praias lodosas e ambientes costeiros, podendo ser encontrado em diferentes trechos do litoral brasileiro. É uma ave de hábitos sociais, formando grupos para se alimentar, descansar e se reproduzir, o que pode criar paisagens impressionantes quando vários indivíduos se reúnem.

4. Surucuá-variado

O surucuá-variado impressiona pelo contraste de cores e pode escavar cupinzeiros em árvores para construir seu ninho Imagem: Miroslav Srb | Shutterstock

O surucuá-variado (Trogon surrucura) impressiona pelas cores fortes e pelo contraste de sua plumagem. Dependendo do sexo e das características do indivíduo, tons de verde, azul, vermelho, branco e cinza ajudam a formar sua aparência. A espécie habita principalmente áreas de mata e pode ocorrer em regiões de cerrado, utilizando a vegetação como abrigo e fonte de alimento.

Durante o período reprodutivo, o macho pode apresentar comportamento bastante territorial, defendendo tanto a região do ninho quanto áreas importantes para alimentação. Uma característica interessante está na nidificação: o casal pode escavar cupinzeiros instalados em árvores para construir o ninho.

5. Beija-flor-tesoura

O beija-flor-tesoura possui uma longa cauda bifurcada e pode ser encontrado em jardins, parques e áreas urbanas Imagem: Fernando Calmon | Shutterstock

O beija-flor-tesoura (Eupetomena macroura) recebe esse nome por causa da cauda longa e profundamente bifurcada, que lembra o formato de uma tesoura. Sua plumagem apresenta tons escuros e iridescentes, com regiões azuladas e esverdeadas que podem ganhar diferentes nuances conforme a incidência da luz. É uma espécie bastante adaptável, encontrada em áreas semiabertas, bordas de florestas, capoeiras, parques e jardins, inclusive dentro de grandes cidades. Apesar do tamanho pequeno, apresenta comportamento territorial e pode enfrentar outras aves para defender fontes de alimento.

6. Cardeal-do-nordeste

O cardeal-do-nordeste é reconhecido pela cabeça vermelha e costuma viver em áreas abertas e ensolaradas da Caatinga Imagem: Diego Murta | Shutterstock

O cardeal-do-nordeste (Paroaria dominicana), também conhecido popularmente como galo-de-campina, é facilmente reconhecido pela cabeça vermelha intensa, que contrasta com as regiões claras e acinzentadas do restante da plumagem. É uma ave bastante característica do interior nordestino e está especialmente associada à Caatinga, onde ocupa ambientes de vegetação mais baixa e ensolarada. Também pode aparecer nas proximidades de rios em áreas de Cerrado. De comportamento social, costuma formar grupos, o que facilita sua observação em determinadas regiões.

7. Ararinha-azul

A ararinha-azul, símbolo da conservação brasileira, apresenta diferentes tons de azul e é originária das matas ciliares da Caatinga Imagem: Danny Ye | Shutterstock

A ararinha-azul (Cyanopsitta spixii) é uma ave endêmica do Brasil e um dos grandes símbolos da conservação da fauna nacional. Inclusive, é a espécie que inspirou os protagonistas Blu e Jade do filme Rio (2011). Originária da Caatinga, a espécie apresenta diferentes tonalidades de azul na plumagem, além de uma aparência delicada que contribuiu para torná-la conhecida internacionalmente.

Historicamente, sua ocorrência estava relacionada principalmente às matas ciliares da região de Curaçá, na Bahia, ambientes que ofereciam alimento, abrigo e locais adequados para a reprodução. A captura para o tráfico de animais silvestres e a destruição do habitat tiveram impactos severos sobre suas populações.

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