O que o Globo de Ouro de Wagner Moura nos ensina sobre fazer diferente
Não é coincidência dois anos seguidos os filmes brasileiros ganharem prêmios internacionais
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Sei que você está por dentro dos fatos. Neste final de semana, o filme Agente Secreto sobre a ditadura brasileira ganhou como melhor filme de língua estrangeira e Wagner Moura foi eleito o melhor ator de filme dramático no prestigiado Globo de Ouro, em Hollywood.
O prêmio é uma espécie de aquecimento para o Oscar e alcançá-lo é meio caminho andado para pegar a estatueta em março.
Foi a mesma história com o filme Ainda estou aqui, o primeiro que conseguiu furar a bolha dos críticos americanos e faturar o primeiro Oscar para o Brasil, de Melhor Filme Internacional.
Surgiu prestigiadíssimo no Festival de Veneza, faturou algum prêmio no Globo de Ouro e chegou forte candidato no Oscar.
Não que antes não tenhamos tido outros candidatos brasileiros. Mas nas 22 indicações anteriores, desde melhor música até melhor filme, passando por ator, atriz e diretor, a frustração foi sempre a maior companheira dos candidatos brasileiros. Nesses dois últimos anos, tudo tem sido diferente.
Não acredite que isso foi mero acaso do destino, coincidência pura. Os dois filmes mostram que os produtores brasileiros amadureceram e aprenderam um novo jeito de participar do jogo das premiações internacionais.
O prêmio é consequência de uma divulgação bem feita

Existe uma crença de que quem ganha prêmio sempre é quem mais merece. Somos treinados a pensar que o importante é fazer bem feito, que as pessoas irão perceber e o bom resultado será uma consequência. Nada mais longe da verdade.
Como seres humanos, as pessoas que fazem parte do júri do Oscar têm suas limitações e preferências. E são influenciáveis. Difícil votar em alguém desconhecido ou num filme que ninguém ouviu falar.
Então, se o caminho de sempre não leva a um resultado diferente, que tal tentar um novo jeito?
Essa foi a descoberta da nova geração de produtores brasileiros: gerar um buzz, um barulho positivo, desde o final do ano anterior, poderia aumentar a chance da nova leva do cinema brasileiro.
Ainda estou aqui, começou sua escalada em setembro de 2024, no Festival de Veneza. Isso deu musculatura para o filme ser distribuído nos EUA, além de fazer Fernanda Torres não ser vista como uma mera desconhecida.
O prêmio de Melhor Atriz de Filme Dramático no Globo de Ouro, no início de 2025, acabou de empurrar o filme pro Oscar. Depois disso, é tudo história.
O Agente Secreto está repetindo o mesmo processo. Já haviam sido 54 troféus em 35 premiações antes dos desta semana. Inclusive o de Melhor Diretor, pro Kléber Mendonça Filho, e o de Melhor Ator, pro Wagner, em Cannes.
O tapete vermelho já estava sendo tecido a passos largos. Nas próximas semanas, vamos descobrir se a fórmula pode ser repetida com sucesso.
Não adianta ser bom. Tem que ser conhecido
Como dizia o antigo comercial, “não basta ser pai, tem que participar”. Isso vale para o cinema brasileiro, como para todas as empresas que querem um lugar ao sol. O consumidor não compra o que desconhece. É da natureza humana.
Qualidade é importante, mas sem reconhecimento, sua marca pode morrer sem nem ter nascido direito. Divulgar é tão importante quanto fazer o melhor produto.
O cinema brasileiro descobriu isso. O melhor é que sucesso gera sucesso. Novos filmes irão trilhar o mesmo caminho. Cada vitória facilita a vida do próximo. E isso realimenta todo o processo.
Talvez, no futuro, Fernanda Torres e Wagner Moura sejam lembrados como os pioneiros que mudaram a cara do cinema do Brasil.
O futuro está apenas começado. Mas uma coisa é clara. Independente do que aconteça, aprendemos que não basta botar o ovo. Tem que cacarejar.
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