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Óculos ou computador? Relógio ou celular? A nova geração de computadores

Em Las Vegas, os computadores que você veste já são uma realidade

Além do Marketing|Murilo MorenoOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Meta lançou novos óculos inteligentes na CES 2026, facilitando o dia a dia de influenciadores.
  • Empresas como Lenovo e XGIMI também apresentaram suas versões de óculos inteligentes.
  • Relógios estão se tornando dispositivos multifuncionais, analisando dados de saúde e comportamento.
  • A tecnologia vestível pode transformar a maneira como interagimos com o mundo, mas levanta questões sobre privacidade e controle.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

No CES 2026, Meta lança seus novos óculos Ray-Ban com teleprompter Divulgação/Meta

Você já viu essa cena: uma pessoa passa por você falando sozinha e a sensação que fica é que ela endoideceu, até que percebe que existe um pequeno fone de ouvido escondido pelo cabelo.

Com o novo lançamento da Meta, a dona do Facebook e do Instagram, vai ficar ainda mais difícil separar quem é louco de quem simplesmente está vestindo um computador de corpo, os wearables.

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Ela apresentou as novidades dos seus óculos, durante a CES 2026, a feira de produtos eletrônicos de consumo, que ocorre todos os anos em Las Vegas.

Entre elas, vai ter teleprompter na lente, para facilitar o dia a dia dos influencers. Você vai parar no meio da rua, encarar o nada e começar a falar bonito, como se fosse de improviso.

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Meta não foi a única a apostar em óculos inteligentes. Teve também as chinesas Lenovo e a XGIMI mostrando suas versões. O interessante é que, enquanto a primeira tenta ser uma opção à Meta, a segunda busca substituir os óculos comuns.

Mais inteligente, não é? Afinal, as estatísticas dizem que metade da população mundial dependuram lentes na frente dos olhos.

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Já se prepare para também vestir seu computador. As empresas de tecnologia se cansaram dos smartphones, que obrigam as pessoas a carregar o aparelho e a interromper seus gestos, e estão fatiando sua ligação com o mundo digital em pequenos produtos que já usamos no dia a dia.

Além dos óculos, os relógios passaram a ser mais do que marcadores de tempo. Tudo o que seu celular tem é possível de ser colocado no seu pulso. Nunca mais você vai esquecer seu aparelho por aí.

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Fora que eles também funcionam como pequenos consultórios médicos, analisando seu suor, as batidas do coração, o calor do seu corpo e prevendo as doenças que ainda não sabe que tem.

Todos os acessórios a serviço da tecnologia

Os anéis passam a monitorar sua saúde. E a comandar telas invisíveis Divulgação/RingConn

No CES, as pulseiras que são personal trainers e os anéis que comandam telas invisíveis e que ajudam a escrever no ar também deram as caras. Tudo junto, o espaço entre você e outras pessoas vai ser preenchido por informações, vídeos e sons que irão ajudá-lo a ter uma vida mais tranquila.

Sabe aquele momento embaraçoso de encontrar alguém conhecido e não se lembrar do nome da pessoa? Esqueça. Seu assistente virtual vai soprar no seu ouvido “É a fulana de tal… aproveita e dá os parabéns. É aniversário dela hoje…”

Se você juntar as peças, dá para prever o que vem por aí sem precisar de futurologia: no olho, uma tela, no ouvido, alguém lhe alertando, no dedo, sensores para comandar toda essa parafernália. Isso não é só “computação vestível”. É um assistente, disponível 100% do tempo.

Segundo cérebro

E aí entra a parte incômoda: quando o wearable deixa de ser um acessório e vira um “segundo cérebro” do seu lado, ele não só te ajuda a lembrar. Ele prioriza suas decisões, sugere resposta, resume conversa e aponta risco.

Ele passa a lhe proteger do excesso de escolha e informação que passaram a estar disponíveis com toda a digitalização. E, de quebra, decide no seu lugar, sem que nem perceba. Quem ganha dinheiro aqui? Quem controlar essas novas maravilhas da tecnologia…

Hoje, você veste um computador. Amanhã, vai passar a negociar com ele. E vai chamar isso de produtividade. O problema é que, quando o segundo cérebro senta ao seu lado, alguém já escreveu as regras do pensamento. E raramente é você.

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