O segundo cérebro já está decidindo por você
Entre agentes digitais e wearables estamos terceirizando decisões sem perceber. E chamando isso de conveniência.

A tecnologia sempre diminuiu de tamanho. Dos computadores gigantes aos laptops. Dos laptops aos smartphones. Hoje, carregamos no bolso algo que, décadas atrás, ocuparia uma sala inteira.
Mas sempre foi uma relação passiva. Você pergunta, ele responde. Você procura, ele mostra. A máquina espera.
A inteligência artificial começa a mexer nessa lógica. Ela não só responde. Ela antecipa. Aprende padrões, corrige suas incoerências, percebe o que você diz querer e o que você realmente escolhe.
Agora imagine isso conectado a relógios, óculos, anéis, sensores espalhados pelo seu corpo. Dispositivos que não apenas executam comandos, mas interpretam seus batimentos, seus olhares, o tempo que você demora diante de algo. Eles não estão só registrando. Estão entendendo.
Quando tudo isso conversa entre si, surge algo novo. Um sistema que começa a decidir com você. E, aos poucos, por você...
A questão não é se a tecnologia vai errar. É se ela vai acertar demais.
Porque quando o sistema entende seus desejos antes de você formulá-los, a sensação é de eficiência. Mas eficiência também é uma forma elegante de influência.
No fim, talvez a pergunta não seja sobre inteligência artificial. Seja sobre autonomia.













