Seu concorrente pode não ser quem você acha
O problema não é falta de análise, mas sim analisar a coisa certa no lugar errado
Tem coisa que parece organizada demais para estar certa. Principalmente quando o assunto é concorrência.
Lista, comparação, análise, tudo no lugar. Aquela sensação de que agora vai. E, ainda assim, na hora de decidir, nada daquilo ajuda tanto quanto deveria.
Fica um incômodo difícil de explicar.
Porque não é falta de informação, é outra coisa escapando ali no meio. E aí eu fiquei com a sensação de que o problema não estava no “o que olhar”, mas sim no “de onde a gente olha”.

Porque a gente costuma fazer esse exercício do jeito mais seguro possível. Dentro de uma sala, ar-condicionado ligado, olhando planilha, discutindo com gente que trabalha no mesmo mercado, lê as mesmas coisas, frequenta os mesmos lugares.
Tudo faz sentido ali dentro. Só que o consumidor não vive ali.
Ele não pensa em categoria. Não pensa em “concorrente direto” ou “indireto”. Ele pensa em resolver o momento.
E pensar assim muda tudo!
Porque, no papel, é óbvio que um refrigerante compete com outro refrigerante. Mas, na vida real, dependendo da situação, ele compete com água, com um suco, com um sorvete ou até com a decisão de não consumir nada.
E esse deslocamento é silencioso.
Enquanto a gente está ocupado olhando para quem está do nosso lado na prateleira, o consumidor já virou o rosto para outra coisa completamente diferente.
Mais rápido do que a gente consegue perceber.
E talvez seja por isso que, de vez em quando, dá essa sensação estranha de estar fazendo tudo certo e, ainda assim, estar perdendo espaço.
Não é que a concorrência aumentou. É que, em algum momento, a gente começou a brigar com a pessoa errada.
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