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CEO da BMW questiona preços de carros chineses na Europa, mas defende acordo com a China

Milan Nedeljković afirma que algumas ofertas ‘não fazem sentido comercial’ e prefere uma negociação a novas tarifas de importação

Autos Carros|Marcos Camargo JrOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O CEO da BMW, Milan Nedeljković, criticou os preços dos carros chineses na Europa, considerando-os comercialmente inexplicáveis.
  • Nedeljković prefere um diálogo político entre a União Europeia e a China a novas tarifas de importação.
  • A BMW se opõe às tarifas adicionais da União Europeia sobre elétricos chineses, defendendo acordos voluntários.
  • O executivo criticou o modelo de incentivos da China e o custo reduzido da mão de obra, mas não defendeu uma guerra comercial.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Milan Nedeljković - CEO da BMW BMW/Divulgação

O CEO da BMW, Milan Nedeljković, criticou os preços dos chineses vendidos na Europa. Em entrevista ao jornal alemão Frankfurter Allgemeine Zeitung (FAZ), publicada nesta semana, o executivo afirmou que há modelos oferecidos por valores difíceis de explicar sob a lógica comercial.

Segundo ele, essa prática pode distorcer a concorrência e alimentar pressões por medidas protecionistas.

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“Alguns carros chineses estão sendo oferecidos aqui por preços que não são compreensíveis do ponto de vista comercial”, explicou ao jornal FAZ.

Milan Nedeljković - CEO da BMW BMW/Divulgação

Em um cenário de vendas em alta da BMW com o i3 e também a alta demanda por modelos eletrificados, mas em meio a uma ampla reestruturação, a marca bávara critica os custos europeus, a regulação rigorosa e os incentivos dos modelos chineses que chegam ao Velho Continente.

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Fábrica da BMW na Alemanha BMW/Divulgação

A fala chama atenção porque Nedeljković não propõe uma nova rodada de tarifas contra os veículos chineses. Sua preferência é por um diálogo político entre a União Europeia e a China, seguido de acordos voluntários que estabeleçam condições justas de preço.

Na avaliação do executivo, elevar as tarifas representaria uma intervenção ainda maior no mercado e poderia agravar a disputa comercial.

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Fábrica da BMW na Alemanha BMW/Divulgação

“Tarifas adicionais constituiriam uma intervenção ainda maior. Por isso, apoio acordos voluntários baseados em condições justas.”, disse.

A própria BMW produz naquele país versões elétricas do Mini destinadas à exportação e já se manifestou contra as tarifas adicionais aplicadas pela União Europeia aos elétricos fabricados em território chinês.

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O executivo também criticou as tarifas adicionais impostas pela União Europeia aos elétricos produzidos na China, enquanto representantes da indústria e políticos europeus discutem novas formas de proteger a produção local.

Pequim, por sua vez, defende a negociação e se opõe a restrições às suas exportações. Já os modelos híbridos plugin não sofrem a ampla taxação e, por isso, chegam a preços competitivos em vários países.

Nedeljković não apontou marcas ou modelos ao questionar os preços. Também não apresentou, nas declarações reproduzidas da entrevista, uma acusação formal de venda abaixo do custo, mas foi bastante crítico ao modelo de incentivos da China para suas próprias montadoras e ao custo reduzido da mão de obra.

Nedeljković, no entanto, não defendeu a guerra comercial entre China e Europa. “Ninguém tem interesse em uma escalada”, disse.

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