Comparativo: Jaecoo 7 supera Song Plus e Haval H6 em consumo real em viagem de 590 km
Testamos em estrada os três SUvs híbridos plugin mais vendidos do país

A disputa entre SUVs híbridos plug-in médios no Brasil ganhou um novo parâmetro prático: o consumo real em rodovia.
Em teste realizado entre São Paulo e Ribeirão Preto, com 590 km percorridos, três modelos foram colocados lado a lado: Jaecoo 7, BYD Song Plus e Haval H6. Na ordem de mercado, o Haval H6 é o mais vendido, o Song é o segundo, mas a Omoda & Jaecoo se destaca com o Jaecoo 7, que vem surpreendendo os concorrentes.
Comparativo: Jaecoo 7 supera Song Plus e Haval H6 em consumo real em viagem de 590 km
A avaliação foi feita em condições controladas e repetíveis, com três motoristas se revezando ao volante, ar-condicionado ligado durante todo o percurso e velocidade constante entre 100 e 120 km/h — cenário que privilegia o uso do motor a combustão e reduz a influência do modo elétrico.
O resultado mostra diferenças claras entre as propostas. E, como já avaliamos os três produtos de forma isolada, não vamos tratar aqui de itens de série, mas sim do consumo final após 590 km.
Motorização: três estratégias diferentes
Embora sejam híbridos plug-in, combinando motor 1.5 a combustão com um elétrico, há propostas diferentes na mesa.
O Jaecoo 7 utiliza um conjunto híbrido plug-in com motor 1.5 turbo associado a um motor elétrico, somando cerca de 339 cv e 52 kgfm. O sistema prioriza eficiência e autonomia total elevada, com promessa de até 1.200 km combinados.

O Song Plus segue uma abordagem diferente, com sistema híbrido voltado ao consumo urbano. Seu conjunto combina motor 1.5 aspirado com elétrico, com foco em eficiência energética e uso frequente em modo elétrico.
A autonomia combinada gira na casa de 1.100 km, com forte dependência do uso da bateria.

Já o Haval H6 PHEV 34 aposta em desempenho e maior capacidade elétrica. O modelo utiliza motor 1.5 turbo com dois motores elétricos, entregando até 393 cv e 77 kgfm, além de bateria maior de 34 kWh, que permite autonomia elétrica superior a 100 km.

No entanto, ao longo do nosso teste, ficou claro que cada fabricante utiliza uma estratégia diferente para consumir a bateria e estabelecer uma boa meta de consumo.
Enquanto o Haval prioriza o modo elétrico até quase esgotar a bateria, mesmo na estrada, o Song Plus é mais equilibrado e o Jaecoo 7 alcança um ajuste mais fino e, por isso, supera os 1.100 km de autonomia do BYD.
Saindo de São Paulo rumo a Ribeirão Preto, o comportamento de cada SUV é diferente na prática.
O Haval H6 PHEV 34 é o que oferece maior autonomia elétrica, chegando a cerca de 113 km no padrão Inmetro, enquanto versões menores da linha ficam entre 74 e 110 km.
O Song Plus também privilegia o modo elétrico, com autonomia próxima de 100 km, sendo mais eficiente em uso urbano e com recargas frequentes.
O Jaecoo 7, embora tenha bateria menor, equilibra melhor o uso entre motor elétrico e combustão em velocidades de cruzeiro, o que se refletiu diretamente no consumo rodoviário superior no teste prático.
Em Ribeirão Preto, a primeira medição após 290 km mostra o Song Plus com 17,3 km/l, Jaecoo com 21,3 km/l e também o Haval com 21,3 km Mas, ao esgotar a bateria do GWM, a lógica se inverteu.
Conclusões após uma longa viagem
Retornamos a São Paulo, percebendo que o Haval teve uma piora drástica no consumo de combustível, enquanto Song e Jaecoo 7 foram mais estáveis.
E, por fim, o consumo do Jaecoo 7 foi o melhor, com 19 km/l; o Song Plus, com 17,4 km/l; e o Haval foi pior, com 16,8 km/l.
O Song Plus segue como referência em eficiência urbana, onde consegue explorar melhor o modo elétrico e reduzir consumo em trajetos curtos.
O Haval H6 PHEV 34 entrega o maior desempenho e maior autonomia elétrica, sendo mais próximo de um elétrico no uso diário, desde que haja recarga frequente.
Em uma viagem longa, sua vantagem cai em relação aos concorrentes quando o assunto é autonomia.
Já o Jaecoo 7 mostrou vantagem no uso rodoviário contínuo, com menor consumo em velocidade constante — cenário comum para quem utiliza o carro em viagens.
A diferença aparece principalmente porque, em velocidades constantes de estrada, o sistema híbrido passa a depender mais do motor térmico do que da bateria.
Nesse cenário, eficiência do conjunto de combustão e estratégia de gerenciamento de energia fazem mais diferença do que a capacidade elétrica isolada.
✅Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp





































