Dolphin Mini: como é a nova geração do compacto elétrico?
Mais refinado, sem painel central e bem maior, compacto também ficou 5,7% mais barato na China

O novo BYD Dolphin Mini está chegando às concessionárias na China com a missão de reverter a liderança do Geely EX2, chamado por lá de Geome Geome.
O Dolphin Mini chegou ao mercado chinês com uma combinação que amplia a pressão sobre os concorrentes: ficou maior, ganhou potência e passou a custar 5% menos na configuração de entrada. O R7-Autos Carros conferiu de perto a novidade na China.

Preços menores e pronto para competir
Apresentada em 20 de outubro, a segunda geração do Seagull, nome do modelo na China, parte de 65.900 yuans, aproximadamente R$ 49,4 mil em conversão direta. São 4.000 yuans abaixo do preço inicial da geração anterior, uma redução de cerca de 5,7%.
E, mesmo com preço menor, o carro ganhou novidades e perdeu alguns itens. A versão mais completa, com mais autonomia, chega ao equivalente de R$ 74,9 mil, com sensor lidar, bateria maior e autonomia alongada, além de carga ultrarrápida.

A estratégia chama atenção porque o crescimento da carroceria e a ampliação dos equipamentos poderiam sugerir um reposicionamento para uma faixa mais cara. A BYD, porém, reduziu o valor de acesso e distribuiu as novidades por cinco configurações, com preços que chegam a 99.900 yuans, aproximadamente R$ 74,9 mil.

Entre os extremos, há versões de 72.900, 75.900 e 82.900 yuans. A primeira equipada com recarga ultrarrápida custa 75.900 yuans, cerca de R$ 56,9 mil.
A diferença mostra que o preço de entrada mais baixo não inclui todas as tecnologias apresentadas no lançamento: o sistema Flash Charging fica nas três configurações superiores. Será o primeiro carro da categoria com sistema de carga ultrarrápido.
Bancos do BYD Dolphin SE
Marcos Camargo Jr 02.06.2026
Nova geração é maior, bem maior
Como o R7 Autos Carros vem mostrando desde os primeiros registros e flagras, a transformação vai além de uma atualização. Em agosto, antecipamos o crescimento de 42,5 centímetros no comprimento.
Em setembro, mostramos o carro sem camuflagem durante gravações e a cabine que abandona o quadro de instrumentos separado diante do volante.

A carroceria passa a medir 4,205 metros de comprimento, 1,810 metros de largura e 1,570 metros de altura. O entre-eixos cresce 15 centímetros e chega a 2,650 metros, praticamente à mesma distância entre os eixos de um Volkswagen T-Cross. O Dolphin Mini deixa, assim, as proporções de subcompacto e se aproxima dos hatches compactos.

Ao vivo, o Dolphin Mini virou quase um “Honda Fit” com proposta de monovolume, mais espaço no assento traseiro e porta-malas.
BYD Dolphin Mini 2026
Motor elétrico mais potente entre modelos de entrada
O avanço também aparece na mecânica. O lançamento traz motores de aproximadamente 116 cv ou 129 cv, com tração traseira e suspensão traseira independente multibraço.
A nova disposição libera espaço para um compartimento dianteiro de bagagens de 94 litros. A potência anterior do Dolphin Mini era de 75 cv, como no modelo montado aqui no Brasil, mas também vendido hoje na Europa.

As baterias têm capacidades de 30,1 kWh e 39,2 kWh, com autonomias declaradas de 320 e 420 quilômetros pelo ciclo chinês CLTC. Esses resultados não equivalem à medição brasileira do Inmetro. Nas três versões com bateria maior, a BYD anuncia recarga de 10% a 70% em cinco minutos, desde que utilizada infraestrutura compatível.

Na cabine, a tela central de 15,6 polegadas concentra as funções do sistema multimídia e as informações de condução, e não há mais painel atrás do volante. Conforme a configuração, o pacote chinês pode incluir bancos dianteiros com aquecimento e ventilação, massagem para o motorista e assistência à condução com sensor LiDAR.
São equipamentos que ampliam a distância entre a versão de acesso e a mais cara. Mantendo a multimídia, não há mais o botão que gira a tela.

O Seagull enfrenta a pressão do Geely Geome Xingyuan, conhecido no Brasil como EX2. Enquanto o rival acumulou cerca de 310 mil unidades entre janeiro e setembro, o modelo da BYD ficou em aproximadamente 83,6 mil no mercado doméstico, com queda de 66%, segundo levantamento publicado pelo CarNewsChina. Nesse cenário, entregar mais carro por um preço inicial menor é uma resposta direta à disputa por volume.
Para o Brasil, a perspectiva é de chegada por volta de 2028, com convivência entre a nova geração e o Dolphin Mini atual produzido em Camaçari, conforme declaração de Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da BYD, durante evento na fábrica baiana. *Com informações e fotos de Vitor Matsubara.
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