GAC GS3 de R$ 129,9 mil é melhor que Tracker, Creta e T-Cross similares?
SUV compacto e estreante tem motor 1.5 turbo de 170cv e visual arrojado mas entrega mais por menos?

O segmento de SUVs compactos na faixa de R$ 130 mil a R$ 145 mil ganhou um novo protagonista com a chegada do GAC GS3 por R$ 129,9 mil. O modelo chinês entra diretamente na zona de volume do mercado brasileiro para enfrentar nomes consolidados como Hyundai Creta Comfort Safety, Volkswagen T-Cross 200 TSI (recentemente reposicionado para R$ 139,9 mil) e Chevrolet Tracker LT, que gira na casa dos R$ 142 mil. Nesta matéria deixaremos o Tiggo 5X que também tem motor 1.5 turbo para um comparativo direto em outra oportunidade.

A principal ruptura do GS3 está no conjunto mecânico. Enquanto os rivais apostam em motores 1.0 turbo de três cilindros, o SUV da GAC chega com um 1.5 turbo de quatro cilindros, entregando 177 cv e 27,5 kgfm. Isso coloca o modelo muito acima dos concorrentes diretos em potência. Também tem sistema inteligente de gerenciamento de energia e de injeção de combustível de alta pressão melhorando a performance térmica do veículo.

T-Cross é líder e tem virtudes como os 128cv
O T-Cross 200 TSI, por exemplo, entrega até 128 cv e 20,4 kgfm ,enquanto Tracker e Creta nessa faixa trabalham com cerca de 116 cv a 120 cv e torque próximo dos 16 a 20 kgfm.

Na prática, o GS3 joga em outro patamar de desempenho: acelera de 0 a 100 km/h em cerca de 8 segundos, número mais próximo de SUVs médios do que compactos. Já os rivais focam mais em eficiência e uso urbano, com acelerações na casa dos 10 a 11 segundos.

Consumo: GAC não surpreende nos números
Quando o assunto é consumo, porém, o cenário muda. O GAC GS3 registra médias de 10,2 km/l na cidade e 11,6 km/l na estrada segundo o Inmetro (ainda não fizemos o teste de rodagem), sempre com gasolina. Já o T-Cross 200 TSI, por exemplo, pode chegar a cerca de 13 a 14 km/l na estrada com gasolina, mostrando vantagem em eficiência energética. Tracker e Creta seguem essa mesma linha, com foco em economia e flexibilidade por serem flex, algo que ainda é um ponto de atenção para o modelo chinês.

Nas dimensões, GS3 é o maior
Em dimensões, o GS3 também surpreende. Com cerca de 4,41 m de comprimento e 2,65 m de entre-eixos, ele se aproxima do porte de SUVs médios como Jeep Compass. Já o T-Cross, referência do segmento, mede 4,19 m de comprimento com o mesmo entre-eixos de 2,65 m , enquanto Creta e Tracker ficam na faixa de 4,20 a 4,30 m. Ou seja, o modelo da GAC entrega mais espaço externo e potencial interno.

Esse conjunto cria um posicionamento claro: o GS3 aposta em desempenho e tamanho por preço de entrada. É o único da categoria com motor 1.5 turbo nessa faixa de preço, entregando números que até então só apareciam em versões mais caras de SUVs médios.

Por outro lado, os concorrentes tradicionais ainda levam vantagem em fatores importantes para o consumidor brasileiro. T-Cross, Creta e Tracker contam com motorização flex, rede consolidada, manutenção conhecida e melhor eficiência de consumo — pontos que pesam na decisão de compra, principalmente no uso urbano diário.
No fim, o comparativo deixa claro que o GAC GS3 não chega para jogar o mesmo jogo. Traz motor 1.5 que é um diferencial a um custo mais competitivo porém de uma marca nova se estabelecendo no país. A GAC já anunciou a produção nacional na fábrica da HPE (Mitsubishi) sem qualquer parceria comercial ou de estrutura com os japoneses. Os números dirão sobre a aceitação do consumidor a respeito do novo produto puramente a combustão da marca chinesa.
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