Omoda 4 é bonito e confortável, mas o preço pode afetar pretensões no Brasil
SUV é grande aposta da marca para 2027 em segmento com competição feroz
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A Omoda Jaecoo está prestes a entrar na briga pelo concorrido segmento de SUVs compactos. O Omoda 4 será a grande aposta da marca para 2027, com estreia prevista para meados do segundo semestre.
A missão não será fácil, já que o modelo deve enfrentar pesos pesados como Volkswagen T-Cross, Hyundai Creta e Honda HR-V.

Durante o User Summit, fomos um dos seis veículos do Brasil a ter um contato mais prolongado com a grande novidade da Omoda, que nos acompanhou em uma viagem de 700 quilômetros entre as cidades de Wuhu (onde fica a sede da Chery, dona da Omoda Jaecoo) e Hangzhou.
Omoda 4, 5 e 7 apresentados no Salão de Paris
Omoda 4 tem cara de Lamborghini Urus
O Omoda 4 é bonito, mas não há como esconder a inspiração nos carros da Lamborghini. Os traços angulosos se destacam por toda a carroceria, especialmente em partes como o capô e os espelhos retrovisores. Até as maçanetas retangulares deixam clara a referência ao Urus.

Atrás, as lanternas ostentam a iluminação em formato de raios, marca registrada dos carros da Omoda. O visual lembra um pouco o Nissan Kicks.

No geral, apesar da certa falta de originalidade no estilo, o resultado é interessante e foge do convencional. Sem dúvida, um alento em meio a tantos produtos semelhantes por aí.

Maior do que os demais e confortável para o motorista
O Omoda 4 é bem maior do que os seus futuros rivais por todos os lados. Mede 4,42 metros de comprimento, 1,87 m de largura, 1,57 m de altura e 2,70 m de distância entre-eixos. O porta-malas tem 346 litros, embora grande parte desse volume seja tomada pela bateria de 12 volts instalada no assoalho.

Os bancos dianteiros são muito confortáveis — mais até que os do Omoda 7. Sobra apoio lateral e a espuma tem densidade bastante adequada. A posição de dirigir é muito boa e ligeiramente elevada, como no Omoda 5. O volante de base achatada lembra muito o do Peugeot 208 e a empunhadura é excelente.

O banco traseiro tem um generoso espaço para pernas e joelhos. Porém, a mordomia acaba aí: não há muito espaço para os ombros e o quinto passageiro passa aperto.
Detalhe do acabamento da porta do Omoda E5
Marcos Camargo Jr 20.07.2026
Para piorar, a base do banco é curta demais e prejudica o conforto em viagens mais longas. Palavra de quem ficou quase duas horas ao lado de mais duas pessoas.
Motorização híbrida flex na estreia
Assim como outros carros da Omoda Jaecoo, o Omoda 4 terá motorização híbrida. O conjunto é formado pelo conhecido 1.5 turbo com injeção direta, que chegará ao Brasil já com tecnologia flex, e um motor elétrico. A potência combinada é de 224 cv e o torque chega aos 31 kgfm.
O câmbio é o DHT com uma marcha, que foi projetado especialmente para os carros híbridos das marcas da Chery.Apesar dos bons números de potência e torque, o Omoda 4 não é tão ágil como se pensa.
O peso de 1.511 kg joga contra, ainda que o carro não tenha respostas morosas. Segundo dados da Omoda Jaecoo, o SUV acelera de 0 a 100 km/h em 8,1 segundos e atinge a velocidade máxima de 179 km/h.
A própria fabricante prometeu que o Omoda 4 terá um motor 1.0 turbo flex. Porém, isso não deve acontecer logo de cara. Fontes ligadas à Chery afirmaram que a motorização híbrida é a única prevista no planejamento do projeto.
Versões e equipamentos são um mistério
Foi difícil conseguir informações sobre o Omoda 4. Até os dados mais básicos só foram obtidos após muita insistência — e alguns dias de espera. Mesmo assim, nem tudo foi revelado. A marca não abriu quais serão as versões e equipamentos do Omoda 4 para o Brasil.
Portanto, vou considerar o veículo disponibilizado para o test-drive na China. Ele tinha itens como faróis Full LED, quadro de instrumentos digital com tela de 8,8 polegadas, central multimídia com tela de 13,2 polegadas, bancos dianteiros com regulagens elétricas, ar-condicionado digital com duas zonas de temperatura e teto panorâmico fixo.
O pacote de assistências à condução (ADAS) é completo, mas alguns itens atuam de forma excessivamente intrusiva. O assistente de permanência em faixa incomodava constantemente com alertas sonoros se o veículo não estivesse milimetricamente centralizado dentro das linhas.
Já o alerta de colisão frontal ia pelo caminho oposto e dificilmente entrava em ação, mesmo quando necessário. Felizmente, tudo é uma questão de calibragem para o gosto do brasileiro.

Omoda 4 pode não ser tão barato assim
Ficou claro que o Omoda 4 é um produto bastante interessante e que tem tudo para fazer sucesso no Brasil. Entretanto, seu sucesso pode depender do preço. A Omoda Jaecoo já deixou claro que “não vai entrar numa guerra de preços”.
Os Omoda 4 e Omoda 5 não compõem simplesmente uma relação de um produto sendo mais barato do que o outro. Eles representam direções completamente distintas”, disse a empresa.
Sendo assim, é prudente esperar que o Omoda 4 não custe necessariamente menos do que o Omoda 5 no Brasil. Quem apostar numa faixa de preço em torno de R$ 150 mil a R$ 190 mil pode acertar. Falta saber como será a reação do consumidor.
*Colaboração de Vitor Matsubara
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