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Os riscos dos 32% de etanol na gasolina: o que pode mudar?

Ministério de Minas e Energia confirma estudos para aumentar o percentual do etanol até junho

Autos Carros|Marcos Camargo JrOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Governo planeja aumentar o percentual de etanol na gasolina de 30% para 32% ainda no primeiro semestre deste ano.
  • Especialistas afirmam que a mudança pode ser benéfica para carros flex, mas apresenta riscos para veículos monocombustível, especialmente os mais antigos.
  • O etanol pode causar danos a componentes do motor, como pistões e mangueiras, aumentando a corrosão e o consumo de combustível.
  • Controvérsias surgem sobre a validade dos estudos realizados, que focam em veículos recentes e não consideram impactos de longo prazo para o consumidor.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Abastecimento de veículo com gasolina Freepik/Divulgação

Depois de aumentar o percentual do etanol na gasolina de 27 para 30% no ano passado, agora o governo quer subir um pouco mais para 32%. Depois dos conflitos no Oriente Médio e o barril do petróleo que subiu de forma repentina, as discussões em torno de mais etanol sobre o combustível fóssil voltaram a surgir.

E nesta semana o Ministério de Minas e Energia confirmou o plano. “Quero aqui, em primeira mão, dizer que nós queremos fazer o E32 em breve, ainda no primeiro semestre deste ano”, disse o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, na última quarta-feira durante participação de um evento no Rio de Janeiro.

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Mas quais são os impactos do maior percentual de etanol na gasolina?

O R7-Autos Carros já conversou com técnicos e químicos a respeito dessa possível nova medida.

etanol Marcello Casal jr/ Agência Brasil - Arquivo

Especialistas são unânimes: em carro flex, a mudança é mínima, mas em veículos monocombustível há prejuízos inegáveis. Carros mais recentes, mesmo só a gasolina, já preveem o contato de componentes do motor com etanol na proporção próxima de 30%. Mas carros mais antigos, carburados e importados não são preparados para uma mistura com tanto álcool.

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Carro abastecendo no posto Freepik/Divulgação

Há risco de problemas em componentes como pistões e outros que têm contato com o combustível. O etanol tem água em sua composição e tende a acelerar danos em mangueiras, juntas e vedações de borracha, bomba de combustível e outros componentes. Peças metálicas também tendem a corroer de forma mais acentuada por conta do etanol. Isso sem falar no aumento do consumo. Com etanol, o carro consome mais, diminuindo a autonomia, especialmente em viagens, por exemplo.

“Fizemos (uma reunião do Conselho Nacional de Política Energética) na semana passada, nós vamos concluir os estudos ainda nos próximos 60 dias, e queremos dar mais essa notícia boa para o Brasil, diante de tantas políticas públicas importantes para a segurança energética, para a modicidade tarifária e para o crescimento nacional”, disse Silveira.

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Especialistas, por outro lado, questionam os estudos técnicos para aumento do percentual de etanol na gasolina. Os testes foram feitos basicamente em ensaios, com veículos de produção recente e flex, sem avaliar impactos de longo prazo que nesse caso ficarão sob o encargo do consumidor.

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