Polêmica? Ferrari Luce supera críticas e já tem produção de 2027 comprometida
Primeiro elétrico da marca italiana enfrenta críticas ao desenho, mas já tem todas as unidades previstas para o próximo ano destinadas a clientes

A Ferrari Luce dividiu opiniões ao trocar o motor a combustão pela propulsão elétrica e adotar um desenho distante dos esportivos tradicionais de Maranello. A reação, porém, não impediu a formação de uma fila de compradores.
Ferrari Luce 2027 com desenho polêmico
Segundo o presidente-executivo da Ferrari, Benedetto Vigna, todas as unidades que a fabricante pretende vender em 2027 já estão destinadas a clientes. As primeiras entregas estão previstas para o fim de 2026.

A informação foi apresentada durante a divulgação dos resultados do terceiro trimestre, em 3 de novembro. A Ferrari não revelou quantos exemplares pretende comercializar no próximo ano, o que impede dimensionar o volume por trás da carteira preenchida.

A polêmica começou na apresentação do carro, em maio, quando suas formas arredondadas e a identidade visual mais discreta provocaram críticas e comparações com elétricos de marcas generalistas.

A discussão também alcançou a própria história da fabricante: o ex-presidente Luca di Montezemolo esteve entre os críticos à mudança de linguagem do primeiro Ferrari exclusivamente elétrico.

O projeto foi desenvolvido com participação do estúdio LoveFrom, de Jony Ive e Marc Newson, em colaboração com o centro de estilo da Ferrari. Com quatro portas e cinco lugares, a Luce amplia a proposta de utilização da marca e procura combinar desempenho com espaço para passageiros. Essa escolha ajuda a explicar suas proporções e o afastamento da silhueta dos tradicionais superesportivos de dois lugares.

Na parte técnica, os números preservam a ambição esportiva. A arquitetura apresentada pela Ferrari utiliza quatro motores elétricos, um para cada roda, e entrega mais de 1.000 cv no modo de potência adicional. A aceleração de zero a 100 km/h é anunciada em 2,5 segundos, com velocidade máxima de 310 km/h.
A bateria tem capacidade bruta de 122 kWh, com autonomia anunciada superior a 530 quilômetros e suporte a recarga de até 350 kW em corrente contínua. O conjunto também evidencia um dos desafios da eletrificação entre os esportivos: o peso informado na apresentação técnica fica em aproximadamente 2.300 kg, exigindo soluções de chassi e controle dos motores para conciliar massa elevada e agilidade.
A próxima etapa será colocar essa proposta à prova. A Ferrari programou avaliações para a imprensa no primeiro trimestre de 2027, seguidas de experiências ao volante para clientes.
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